Em um passo decisivo para a segurança patrimonial e a preservação de sua história centenária, a diretoria do Luso Sporting Club reuniu-se na última segunda-feira (11) com a Superintendência Estadual dos Correios no Amazonas. O encontro, realizado na sede do órgão, teve como pauta central a regularização do registro da sede social do clube, localizada no Centro de Manaus.

A comitiva do Luso foi liderada pelo presidente Jair Alves Corrêa, acompanhado pelo vice-presidente Flávio Vilhena Gonçalo e pelo diretor de esportes Alfredo Vieira. Eles foram recebidos pela Superintendente Estadual dos Correios no Amazonas, Antonia Rebouças de Oliveira, para formalizar um acordo de mútua cooperação.

O presidente do clube destacou que o procedimento atende a diretrizes legais e garante ainda o futuro da instituição. “O registro imobiliário é uma exigência da lei federal que o Luso está providenciando com total prioridade. Estamos regularizando nossa situação documental como uma forma indispensável de preservação do nosso próprio patrimônio, blindando juridicamente a nossa sede”, afirmou Jair Alves Corrêa.

Reconhecimento de limites e segurança jurídica

Durante a reunião foi definido o acerto para a assinatura de cartas de anuência. Por meio desses documentos, o Luso Sporting Club e os Correios reconhecem oficialmente os limites de seus terrenos. A medida é essencial para viabilizar o registro definitivo da propriedade de ambos os imóveis, sanando pendências de demarcação que já persistiam há décadas.

A articulação do encontro contou com o apoio estratégico da Confraria da Cultura Luso-Brasileira no Amazonas, representada por seu presidente, Francisco Augusto Martins, atestando a importância da união de esforços em prol do patrimônio luso na região.

Para Francisco Martins, a iniciativa consolida a memória da imigração portuguesa no estado. “Esse cuidado minucioso em registrar o imóvel é fundamental para efeito de preservação e documentação do patrimônio histórico. Garantir que esses bens estejam formalmente regularizados é o caminho mais seguro para perpetuar a nossa cultura e a nossa história no Amazonas”, ressaltou o presidente da Confraria.

Um resgate de 90 anos

O terreno da sede social, situado na Rua Monsenhor Coutinho, nº 745, foi doado ao clube pelo Estado do Amazonas em 1º de outubro de 1936, conforme o Decreto nº 119, publicado no Diário Oficial nº 12.387 na época. Apesar do clube ocupar o local desde então, os trâmites finais para o registro de propriedade só estão sendo concretizados agora, quase nove décadas depois.

A regularização patrimonial é uma das prioridades do calendário de ações da nova diretoria (biênio 2026-2028), que busca revitalizar o clube e estreitar laços institucionais, reforçando o papel do Luso como um pilar cultural e social da comunidade portuguesa no estado.

*Com informações da assessoria

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