Com investimento de R$ 875 milhões, o novo Porto Manaus Moderna terá três andares, ambientes climatizados e capacidade para movimentar cerca de 3,5 milhões de passageiros por ano.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, apresentou os detalhes do projeto em entrevista ao portal EM TEMPO durante o programa “Bom Dia, Ministro”, nesta terça-feira (2).
A obra integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o projeto durante agenda recente em Manaus.
Segundo o ministro, a equipe já emitiu a ordem de serviço e elabora o projeto executivo, com previsão de conclusão até agosto. Em seguida, começam as intervenções no local.
O terminal deve se consolidar como uma das principais estruturas hidroviárias do país. Contudo, a obra atenderá diretamente os 62 municípios do Amazonas e beneficiará cerca de 4,5 milhões de pessoas que utilizam os rios como principal meio de deslocamento.
Estrutura do novo porto
O projeto prevê:
- Áreas para embarque e desembarque de passageiros;
- Espaços para movimentação de cargas;
- Áreas comerciais;
- Sistemas de segurança;
- Estruturas de acessibilidade;
- Estacionamentos;
- Estação de tratamento de esgoto;
- Requalificação do entorno da Feira da Banana.
“Essa é uma demanda histórica do estado do Amazonas, da população de Manaus especificamente. Serão investidos R$ 875 milhões no Porto Manaus Moderna. O serviço já foi licitado, contratado e a ordem de serviço já foi dada”, afirmou o ministro.
Aviação regional
Tomé Franca também abordou a conectividade aérea no interior do Amazonas. Na região, as longas distâncias e os desafios logísticos tornam os aeroportos essenciais para garantir acesso a serviços e oportunidades.
Entre as medidas voltadas ao setor, o ministro destacou a redução do preço do querosene de aviação (QAV).
“Foi anunciada pela Petrobras uma redução equivalente a R$ 0,93 por litro. A iniciativa pode contribuir para a diminuição dos custos das operações aéreas, especialmente em regiões mais afastadas”, declarou.
Além disso, Tomé Franca apresentou o programa AmpliAR, criado para ampliar os investimentos em aeroportos regionais das regiões Norte e Nordeste.
Portanto, o modelo prevê que concessionárias responsáveis por grandes terminais também administrem aeroportos menores. Dessa forma, o programa busca promover melhorias estruturais e operacionais.
“O programa AmpliAR tem como objetivo colocar aeroportos regionais do Norte e Nordeste na administração das concessões que já possuem contratos ativos com a União”, explicou.
A primeira etapa da iniciativa contemplou 13 aeroportos. Agora, novas negociações avançam para expandir o programa e aumentar a oferta de voos em municípios que dependem da aviação para superar os desafios de mobilidade da região.

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