O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Adjuto Afonso (União Brasil), esteve na manhã desta quarta-feira (17/6) na sede do Governo do Amazonas. Ele acompanhou o anúncio do governador Roberto Cidade (União Brasil) sobre a antecipação de medidas para enfrentar os possíveis impactos de uma seca severa no estado, sob influência do fenômeno El Niño.
O Governo do Amazonas já decretou Estado de Emergência Climática e Ambiental em caráter preventivo por 180 dias. A medida permite ampliar o planejamento e fortalecer a capacidade de resposta diante dos desafios climáticos previstos para os próximos meses.
O anúncio das ações ocorreu durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. O encontro contou com a presença do vice-governador Serafim Corrêa (PSB), do deputado estadual Wanderley Monteiro (União Brasil) e do secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel Clóvis Araújo, além de representantes de órgãos estaduais.
Segundo Adjuto Afonso, a iniciativa demonstra responsabilidade administrativa e atenção às populações do interior, mais afetadas pelos períodos de estiagem.
“Quem vive no interior conhece de perto as dificuldades provocadas pela redução dos níveis dos rios. O transporte de pessoas e de mercadorias é comprometido, comunidades ficam isoladas e setores importantes da economia enfrentam grandes desafios. Por isso, a decisão do governador Roberto Cidade de agir preventivamente é fundamental para minimizar impactos e garantir assistência às famílias amazonenses”, afirmou.
O parlamentar destacou que o objetivo do decreto é antecipar ações de prevenção, mitigação e assistência humanitária. A medida busca evitar que o estado enfrente problemas semelhantes aos registrados na seca histórica de 2023.
Além disso, o plano fortalece a atuação integrada dos órgãos estaduais para reduzir riscos ambientais, sociais e econômicos relacionados à estiagem, queimadas, incêndios florestais, ondas de calor e redução da disponibilidade hídrica.
Adjuto também ressaltou a participação de instituições estratégicas na execução das ações.
Coordenação técnica
A Defesa Civil do Amazonas coordenará tecnicamente o plano, com monitoramento hidrológico e meteorológico, gestão de riscos e emissão de alertas à população. Já o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas atuará na prevenção e no combate a incêndios florestais e queimadas.
“O fortalecimento da estrutura da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros representa mais segurança para as comunidades. Hoje, o Amazonas possui uma capacidade de resposta muito maior, especialmente no interior, graças aos investimentos realizados nos últimos anos”, afirmou o presidente da Aleam.
O deputado também destacou o papel do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), que dará suporte a produtores rurais, pescadores e agricultores familiares.
O instituto orientará medidas para reduzir impactos da escassez hídrica na produção rural.
Gestão de riscos e desastres
Entre os eixos do plano estão monitoramento climático e ambiental, gestão de riscos e desastres, combate a queimadas, assistência humanitária, fortalecimento da produção rural e ações de saúde pública e educação voltadas à conscientização sobre eventos climáticos extremos.
O público-alvo inclui comunidades ribeirinhas, indígenas, agricultores familiares, pescadores e moradores de municípios mais vulneráveis à estiagem prolongada.
Para Adjuto Afonso, a integração entre órgãos como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Idam, Sema, Ipaam, Sepror, SES-AM e Seduc-AM será fundamental para garantir resposta rápida e eficiente.
“O Amazonas está se preparando com antecedência, utilizando informações técnicas e planejamento estratégico para proteger a população. Esse trabalho integrado fortalece a capacidade do Estado de enfrentar os desafios climáticos e demonstra compromisso com aqueles que mais precisam, especialmente os moradores do interior”, afirmou.
(*) Com informações da assessoria
