A Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) exonerou do cargo institucional o advogado de 43 anos. A polícia prendeu o suspeito por estuprar as próprias filhas e a filha de uma ex-babá em Manaus. Dessa forma, a instituição confirmou a decisão na noite de quinta-feira (9). O ato ocorreu logo após a prisão preventiva do investigado.
De acordo com Alan Johnny, presidente da Comissão de Prerrogativas, o presidente da seccional determinou a medida. O motivo principal foi a gravidade das denúncias.
“Diante dessa situação, o presidente da OAB-AM determinou a exoneração dele do cargo que ocupava na instituição”, afirmou Johnny.
Além disso, o presidente explicou que a medida segue o Código de Ética e Disciplina da Ordem. Esse regulamento exige conduta compatível com a advocacia na vida profissional e pessoal.
Portanto, a gravidade dos crimes investigados motivou o afastamento imediato do advogado.
Polícia prende suspeito após denúncias das vítimas
Os policiais prenderam o homem na quinta-feira (9), no bairro Tarumã, na zona Oeste de Manaus. A operação mobilizou agentes da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Segundo a Polícia Civil, os agentes investigam o homem por estupro de vulnerável, ameaça, constrangimento ilegal e denunciação caluniosa. Ainda nesse sentido, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão no imóvel do suspeito.
As investigações apontam que os abusos atingiram três vítimas. O homem atacou as duas filhas, de 14 e 15 anos, e a filha de uma ex-funcionária. Na época dos fatos, essa terceira vítima tinha apenas 11 anos.
Mãe relata que investigado dopava os filhos
A mãe da adolescente de 14 anos preferiu manter o anonimato, mas revelou detalhes do crime. Conforme o relato, os abusos contra a jovem começaram no ano passado. Naquela época, a menor tinha 13 anos e vivia com o pai em Brasília (DF).
A denúncia aponta que o advogado usava remédios controlados para dopar a filha. Do mesmo modo, ele fazia ameaças de morte caso ela revelasse o segredo.
Ademais, o homem utilizava discursos religiosos distorcidos para manipular a mente da menor. Ele dizia que incorporava entidades ligadas ao candomblé. Por consequência, o agressor usava esse argumento para tentar normalizar os abusos e dizia que “era coisa de pai”.
O cerco contra a vítima piorou depois. Isso porque o irmão dela, de 16 anos, mudou-se da casa e a deixou sozinha com o agressor.
Irmão ajuda na descoberta do crime
O sofrimento da adolescente tornou-se insuportável e ela decidiu contar tudo ao irmão mais velho. Imediatamente, o jovem repassou as informações para a mãe.
A mulher reside em São Paulo há sete anos e se divorciou do advogado há oito. Assim que soube do horror, ela viajou para Manaus e confirmou o relato da filha.
Em seguida, as vítimas prestaram depoimentos na Depca. A equipe de investigação apresentou provas técnicas e testemunhais muito sólidas. Por causa disso, o juiz deferiu o mandado de prisão. O suspeito agora permanece à disposição da Justiça.
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