Marciele Albuquerque, de 32 anos, é uma das representantes da região Norte na Casa de Vidro do Big Brother Brasil (BBB) 26. Além disso, ela disputa uma vaga no reality show com o objetivo de levar ao público nacional a força da cultura amazônica, sua identidade indígena e sua personalidade marcante.

Raízes amazônicas e trajetória cultural

Natural de Juruti, no Pará, e com ascendência do povo Munduruku, a dançarina e digital influencer vive há 16 anos em Manaus, no Amazonas. Desde então, construiu uma trajetória marcada pela valorização da cultura local.

Ela é conhecida nacionalmente por ocupar, desde 2017, o posto de Cunhã-Poranga do Boi-Bumbá Caprichoso, no Festival Folclórico de Parintins. Dessa forma, Marciele combina tradição e presença midiática, levando a cultura amazônica a diferentes públicos.

Criada em meio à floresta, Marciele construiu sua trajetória a partir das tradições do seu povo e da vivência cultural amazônica.

Filha mais velha de quatro irmãos, vem de uma família humilde e muito unida. Atualmente, mora com um irmão e uma prima.

Solteira há cerca de seis meses, se define como observadora e afirma estar aberta a novas experiências, inclusive a possibilidade de um romance, caso seja confirmada no BBB 26.

Início na cultura popular e dança

O contato com a cultura popular começou ainda em Juruti, onde participou das Tribos de Juruti, integrando a tribo Munduruku.

Aos 17 anos, mudou-se para Manaus para cursar a faculdade de Administração, formação que conciliou com a dança e a atuação cultural.

Em 2011, passou a integrar o Corpo de Dança Caprichoso (CDC), dando início à sua trajetória dentro de um dos maiores espetáculos folclóricos do país.

Antes de se tornar item oficial do boi azul e branco, Marciele atuou como substituta de personagens femininas como Porta-Estandarte e Rainha do Folclore. Em 2017, assumiu definitivamente o posto de Cunhã-Poranga, o item 9 do Caprichoso.

Na arena do Bumbódromo, representa a “moça bonita”, uma guerreira indígena que simboliza beleza, força, ancestralidade e proteção da floresta, tornando-se uma das figuras mais emblemáticas do festival na atualidade.

Ativismo social e ambiental

Além da atuação artística, Marciele utiliza sua visibilidade para o ativismo social e ambiental. Ela é defensora dos povos indígenas, da preservação da Amazônia e do enfrentamento às mudanças climáticas.

Já representou a região em eventos internacionais como a Semana do Clima da ONU, em Nova York, a COP 29, no Azerbaijão, e fóruns globais realizados em Roma.

No Festival de Parintins de 2025, destacou-se com a temática “Mãe de todas as mães da floresta”, exaltando o papel da mulher indígena como guardiã do território.

No mesmo ano, recebeu o Título de Cidadania Parintinense, em reconhecimento à sua contribuição cultural e social.

Agora, na Casa de Vidro do BBB 26, Marciele amplia sua projeção nacional e aposta na representatividade para mostrar ao Brasil a potência da cultura e da identidade amazônica.

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