O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou, nesta segunda-feira (19), uma caminhada de aproximadamente 240 quilômetros em direção a Brasília.

A jornada começou na cidade de Paracatu, em Minas Gerais, próxima à divisa com Goiás, e seguirá pela BR-040, com previsão de duração de cerca de sete dias.

Conforme o parlamentar, a iniciativa tem caráter simbólico, visa defender a liberdade e denunciar aquilo que ele considera injustiças no cenário político do país.

Motivos da jornada política

Em publicações nas redes sociais, Nikolas afirmou sentir incômodo com o que descreve como um sentimento de impotência que atinge tanto a população quanto alguns membros do Congresso Nacional.

Entre os motivos para a caminhada, ele citou as prisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro, a detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro e investigações envolvendo integrantes do governo federal e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Decidi caminhar até Brasília como um gesto simbólico, para jogar luz sobre tudo o que está acontecendo no país”, declarou o deputado.

Em seu pronunciamento, Nikolas afirmou acreditar que existe uma estratégia para silenciar determinados grupos políticos e diminuir sua visibilidade.

“Eles querem nos jogar para a invisibilidade, como se não existíssemos. Essa caminhada é para lembrar quem somos, por que estamos aqui e para levar esperança a quem já se sente desanimado”, disse.

Referência às manifestações de 2016

O parlamentar também mencionou as mobilizações populares de 2016, que resultaram no impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

De acordo com ele, a força das ruas continua sendo um instrumento relevante de expressão democrática.

“Em 2016, o povo foi às ruas e mostrou sua força. Não subestimo o poder do brasileiro e nem o impacto da verdade. Pequenas ações podem gerar grandes efeitos”, afirmou.

Conforme o planejamento divulgado, Nikolas pretende percorrer cerca de 40 quilômetros por dia, completando o trajeto em aproximadamente sete dias.

A expectativa é que ele chegue a Brasília ao fim do percurso para dar continuidade aos atos simbólicos e manifestações políticas.

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