A Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), participa de um estudo clínico internacional inédito que avalia uma nova estratégia de prevenção ao HIV: a PrEP oral de uso mensal, administrada em apenas um comprimido a cada 30 dias.

A pesquisa é conduzida em Manaus pela Unidade de Pesquisa Clínica Carlos Borborema, tornando a fundação o único centro da região Norte a integrar o estudo.

Objetivo do estudo

O ensaio clínico investiga a eficácia e segurança de uma medicação inovadora, comparando-a à PrEP diária atualmente oferecida gratuitamente pelo SUS. O objetivo é verificar se a estratégia mensal pode ser uma alternativa igualmente eficaz, especialmente para pessoas com dificuldades de adesão ao uso diário.

“São 16 países envolvidos e, no Brasil, a FMT-HVD é um dos centros participantes e o único representante da região Norte, reforçando o protagonismo científico da Amazônia na condução de pesquisas internacionais de grande relevância na área de HIV e saúde pública”, afirma Nayara Maksoud, secretária de Estado de Saúde.

Metodologia do estudo

O estudo é randomizado, controlado e duplo-cego, considerado padrão-ouro em pesquisa clínica, com previsão de cerca de 4.390 participantes. Todos os participantes recebem proteção completa contra o HIV, seja com a PrEP diária já utilizada pelo SUS ou com a nova PrEP mensal em investigação.

As consultas ocorrerão mensalmente durante aproximadamente dois anos e meio, com acompanhamento multiprofissional, exames laboratoriais periódicos e fornecimento gratuito de todas as medicações.

“A pesquisa pode representar mais um avanço importante na prevenção combinada do HIV, oferecendo uma nova opção para pessoas que têm dificuldade em manter o uso diário da PrEP”, destaca o infectologista Marcelo Cordeiro, investigador principal do estudo.

“Todos os avanços na prevenção do HIV só foram possíveis graças à participação comunitária. A PrEP mensal pode ser uma alternativa relevante para quem não se adapta às estratégias atualmente disponíveis”, afirma Gabriel Mota, coordenador de Educação Comunitária em Manaus.

Como participar

O estudo está aberto a pessoas maiores de 18 anos, sexualmente ativas, que não vivem com HIV e pertencem a grupos com maior risco de infecção, incluindo:

  • Mulheres trans e travestis
  • Homens cisgêneros que fazem sexo com homens cis e/ou mulheres trans
  • Homens trans e pessoas não binárias que praticam sexo anal

A participação é voluntária, gratuita e sigilosa, seguindo todas as normas éticas nacionais e internacionais de pesquisa clínica.

Informações e inscrição:

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