Os réus Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, acusados de matar a grávida Débora da Silva Alves, de 18 anos, irão a júri popular no dia 27 de maio, em Manaus. O crime também resultou na morte do bebê de oito meses que ela esperava.

A informação foi confirmada na segunda-feira (09/03) pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), o julgamento acontecerá no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, com atuação do promotor de Justiça André Epifânio Martins.

O processo tramita em segredo de justiça no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Mas, a decisão de pronúncia assinada pelo juiz Fábio Lopes Alfaia detalha a gravidade das acusações contra os dois acusados.

Eles respondem por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, asfixia, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Também são acusados de aborto provocado por terceiro, pela morte do feto, e ocultação de cadáver.

Sobre o caso

Segundo a denúncia do MPAM, Débora foi atraída para uma usina termelétrica no bairro Mauazinho, na zona leste de Manaus, no dia 29 de julho de 2023. No local, ela teria sido asfixiada com um fio elétrico por Gil Romero, com quem mantinha uma relação e estava grávida de 8 meses dele.

Segundo as investigações, após o assassinato, os acusados teriam ateado fogo ao corpo da jovem, forçado o parto e retirado o bebê de oito meses da barriga da vítima. Na época, Gil contou a polícia que teria jogado o corpo da criança em um rio.

A motivação do assassinato, conforme a investigação, teria sido a tentativa de Gil Romero de esconder que mantinha um relacionamento com Débora, isso porque na época do crime, ele era casado e a vítima estava esperando um filho dele.

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