Manaus (AM) – O Governo do Amazonas repudiou a agressão sofrida pelo repórter João Lucas da Silva Mariano, da Rede Onda Digital, durante a cobertura de um acidente ocorrido na manhã desta quinta-feira (09/04), na avenida dos Oitis, principal acesso à estrada do Puraquequara, na zona Leste de Manaus.
Em nota, o governador interino, Roberto Cidade, classificou o episódio como um ato isolado, ressaltando que a conduta não reflete o comportamento adotado pelos servidores públicos do Estado. Ele também informou que determinou a apuração imediata e rigorosa dos fatos, reiterando seu total respeito à imprensa, destacando o papel fundamental dos jornalistas na manutenção do Estado Democrático de Direito.
“O governador reforça que determinou, de forma imediata, a apuração rigorosa dos fatos e reitera seu total e absoluto respeito à imprensa, que desempenha um papel fundamental na manutenção do Estado Democrático de Direito”, diz um trecho da nota.
Jornalista foi agredido durante cobertura
O caso aconteceu enquanto profissionais de imprensa acompanhavam a ocorrência. Durante o trabalho no local, a equipe foi impedida de continuar a gravação. O perito criminal da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) passou a questionar a presença da imprensa nas proximidades da área isolada, alegando desrespeito à vítima.
Profissionais que acompanhavam a ocorrência afirmam, no entanto, que estavam posicionados a uma distância segura e não registravam imagens do corpo.
Momento da agressão
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento da confusão. No vídeo, o perito manda os jornalistas se afastarem e afirma que as equipes estariam atrapalhando o trabalho da perícia.
Mesmo após a tentativa de recuo por parte dos repórteres, o jornalista João Lucas da Silva Mariano, da Rede Onda Digital, foi empurrado de forma agressiva.
A atitude provocou reação imediata de outros profissionais que estavam no local, que afirmaram que bastava solicitar o afastamento de forma respeitosa. Durante a confusão, o perito também agrediu outro profissional de imprensa: Jander Robson, do Portal do Holanda.
Mesmo com a tentativa de recuo, o repórter João Lucas da Silva Mariano, da Rede Onda Digital, foi empurrado de forma agressiva. A atitude provocou reação imediata de outros jornalistas que estavam no local. Durante a confusão, o perito também agrediu o jornalista Jander Robson, do Portal do Holanda.
Rede Onda Digital repudia violência
Em nota, a Rede Onda Digital também repudiou o ocorrido e afirmou que não tolera qualquer tipo de violência ou intimidação contra profissionais da imprensa.
“A Rede Onda Digital repudia com total veemência qualquer forma de violência ou intimidação contra jornalistas e reafirma seu compromisso irrestrito com a liberdade de imprensa. Esse comportamento é inaceitável e não ficará sem resposta”, diz trecho.
A empresa informou ainda que o repórter registrará um Boletim de Ocorrência e que acompanhará o caso para garantir a devida apuração pelas autoridades. “Agir com violência contra a imprensa é agir contra o direito da população à informação. Não existe pauta, cargo ou circunstância que justifique agredir um jornalista”, reforçou.
Entidades classificam caso como grave
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR/AM) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) também se manifestaram, classificando o episódio como um atentado gravíssimo não apenas à integridade física dos trabalhadores, mas ao direito constitucional de informar e ser informado.
O repórter agredido registrou o Boletim de Ocorrência no 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP). As entidades destacaram que é inadmissível que um agente público, cuja função deve ser pautada pela técnica e pelo cumprimento da lei, atue com violência contra profissionais que fazem a mediação entre os fatos e a sociedade.
Por fim, reforçaram que nada justifica o uso de força física contra jornalistas e que o exercício da profissão é essencial para a democracia. Segundo as entidades, espera-se que servidores das forças de segurança e da perícia atuem com respeito, garantindo os direitos individuais e profissionais, já que hostilizar a imprensa é, na prática, uma tentativa de silenciar a fiscalização social e o registro da realidade.
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