A Nike admitiu um erro na confecção das camisas de seleções para a Copa do Mundo. O problema foi identificado após a estreia dos novos uniformes em amistosos da Data Fifa.
A Seleção Brasileira entrou em campo contra França e Croácia, nos Estados Unidos, usando o novo modelo. No entanto, torcedores e especialistas notaram um detalhe na modelagem das peças.
Defeito na costura chama atenção
Um erro na costura gerou o efeito de “ombro pontudo” em uniformes de diversas seleções patrocinadas pela Nike. O problema aparece principalmente quando os jogadores se movimentam durante as partidas.
Imagens dos amistosos indicaram o defeito não só no Brasil, mas também em outras equipes patrocinadas pela marca.
Segundo o jornal The Guardian, jogadores perceberam a falha e fizeram reclamações. Ao todo, 12 das 48 seleções da Copa utilizam material da Nike.
Em comunicado ao veículo, a empresa reconheceu o erro:
“Observamos um pequeno problema com nossos uniformes de seleções nacionais, mais perceptível ao redor da costura do ombro. O desempenho dos atletas não é afetado, mas a estética geral não está no nível que deveria estar”.
Possível prejuízo e medidas
O impacto pode ser significativo. A Nike já produziu e vendeu milhões de camisas desde o lançamento na Data Fifa de março.
Ainda não há definição sobre as medidas que serão adotadas. Entre as possibilidades estão um recall, com troca ou reembolso, ou a manutenção dos produtos no mercado.
Também não está claro se o problema será corrigido antes da entrega dos uniformes oficiais para a Copa do Mundo.
Sucesso de vendas no Brasil

Apesar do problema, o lançamento teve forte desempenho no Brasil. Em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol, a Nike informou recorde de vendas da camisa da Seleção.
Nos primeiros dias, as vendas superaram em 30% o volume registrado na Copa de 2014.
Além disso, a versão azul ganhou destaque por trazer o símbolo da Jordan, ligada ao ex-jogador de basquete Michael Jordan. É a primeira vez que uma seleção utiliza o logotipo “Jumpman” em um uniforme.
Polêmicas e cenário da empresa

Por outro lado, o lançamento também gerou críticas no Brasil. Parte do público questionou o uso de uma marca associada ao basquete na Seleção.
Outro ponto de repercussão foi o uso do termo “Brasa” como apelido da equipe. Após reações negativas, a CBF solicitou a retirada da expressão dos uniformes.
Além disso, a Nike enfrenta um cenário de pressão no mercado. No início de abril, a empresa registrou queda de 1,5% nas ações no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Desde outubro de 2024, quando Elliott Hill assumiu como CEO, a desvalorização acumulada chega a 35%.
A empresa também projeta queda nas vendas entre 2% e 4% no quarto trimestre fiscal, acima das expectativas do mercado. A receita direta ao consumidor recuou 4%, com impacto nas lojas físicas e digitais.
*Com informações do Lance
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