O dentista Alisson Malinoski, de 40 anos, foi preso após manter a própria mulher, de 39 anos, em cárcere privado por cerca de quatro meses dentro de casa, em Itapema, Santa Catarina. Durante esse período, ele teria agredido, ameaçado e controlado totalmente a vítima, além de obrigá-la a tatuar o nome dele no corpo.
De acordo com as informações da polícia, a mulher ficou impedida de sair de casa, sem acesso a celular e sem qualquer contato com familiares ou amigos, o que dificultou o pedido de ajuda. Além do isolamento, ela sofreu agressões físicas, psicológicas frequentes.
Entre os relatos, a vítima teria sido forçada a fazer tatuagens com o nome do agressor em partes do corpo, incluindo regiões visíveis como o pescoço. A mulher só conseguiu escapar após o suspeito dormir, dopado por medicamentos. Sem levar nada, fugiu e buscou ajuda no Rio Grande do Sul, onde denunciou o caso.

Em uma operação conjunta das polícias civis dos dois Estados, os policiais encontraram na casa do dentista uma arma de fogo. As investigações também indicam que o homem já teria se envolvido em outros episódios de violência contra mulheres.
Ele foi levado para interrogatório, mas optou por permanecer em silêncio. O caso segue em investigação e o suspeito permanece à disposição da Justiça.
Leia mais
Homem é preso por assédio a crianças dentro de supermercados
Homem é preso por tentar matar ex-mulher com 17 facadas no Amazonas
