Uma operação destruiu 50 dragas usadas no garimpo ilegal no interior do Amazonas, durante uma ofensiva realizada na região do Alto Solimões. A ação aconteceu nas proximidades dos municípios de Japurá e Jutaí, com apoio de inspeções em Tefé, como parte da Operação Ágata Amazônia 2026.

As dragas, que funcionam como escavadeiras flutuantes para retirada de sedimentos do fundo dos rios em busca de ouro, foram inutilizadas pelas equipes no local. Esse tipo de equipamento é amplamente usado em atividades ilegais que causam danos ambientais severos.

Antes da destruição das estruturas, a presença das forças de segurança na região já havia interrompido a atuação de 117 balsas irregulares em Japurá. Durante o planejamento da operação, também foram identificadas dezenas de dragas em funcionamento em Jutaí.

Além da destruição dos equipamentos, os agentes apreenderam seis armas de fogo, 52 munições, uma embarcação avaliada em R$ 2 milhões, 1,27 kg de mercúrio, 170 mil litros de diesel, 5 mil litros de gasolina e oito balanças de precisão.

Segundo o comandante da Força de Operações Ribeirinhas, contra-almirante Adauto Bunheirão, a operação mostra a atuação do poder público em áreas afastadas. “A neutralização dessas dragas demonstra que o Estado brasileiro está presente na região, protegendo rios, florestas e comunidades ribeirinhas e indígenas”, afirmou.

De acordo com o comando da operação, não houve confronto nem registro de feridos, e as embarcações foram inutilizadas sem necessidade de uso direto de força.

A ação contou com apoio da Polícia Federal, do Ibama, da Polícia Militar do Amazonas e de militares do Exército, incluindo tropas especializadas em operações na selva.

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