O custo da cesta básica de alimentos aumentou pelo segundo mês consecutivo em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal em abril.
Além disso, as maiores variações foram registradas em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).
Os dados são da Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em março, o levantamento já havia apontado aumento em todas as capitais.
Alta atinge todas as capitais no acumulado do ano
No acumulado de 2026, todas as capitais registraram aumento no preço médio da cesta básica.
As variações ficaram entre 1,56%, em São Luís, e 14,80%, em Aracaju.
Enquanto isso, os dados mostram que a inflação dos alimentos segue disseminada entre diferentes regiões do país.
Leite integral pressiona custo da alimentação
Segundo o levantamento, o leite integral foi um dos principais responsáveis pela alta da cesta básica.
O produto registrou aumento em todas as capitais analisadas, com destaque para Teresina, onde a variação chegou a 15,70%.
De acordo com o Dieese, a alta está relacionada à redução da oferta no campo durante o período de entressafra, o que elevou o preço dos derivados lácteos.
Feijão e tomate também registram aumento
O feijão teve alta em 26 capitais, com exceção de Vitória, onde o preço permaneceu estável.
Além disso, o tomate subiu em 25 cidades. Houve queda no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, mas em Fortaleza o produto registrou alta de 25%.
Ao mesmo tempo, o pão francês, o café em pó e a carne bovina de primeira apresentaram aumento em 22 das 27 capitais pesquisadas.
São Paulo tem a cesta básica mais cara do país
São Paulo manteve o maior custo médio da cesta básica em abril, com R$ 906,14.
Em seguida aparecem Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26).
Por outro lado, as menores médias foram registradas em capitais do Norte e Nordeste, como Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35).
Dieese estima salário mínimo acima do atual
Com base no valor da cesta mais cara, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário em abril deveria ser de R$ 7.612,49.
O cálculo considera a Constituição Federal, que estabelece que o salário mínimo deve atender despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Atualmente, o salário mínimo vigente é de R$ 1.621, o que representa diferença de 4,70 vezes em relação ao valor estimado.
(*) Com informações da assessoria
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