A investigadora da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) Anabela Cardoso Freitas deixou a prisão na manhã desta sexta-feira (15/05), após decisão do ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que revogou a prisão preventiva da policial, em Manaus.

Na decisão, o ministro afirmou que não havia elementos suficientes para manter Anabela presa, principalmente porque a investigação já foi concluída e o Ministério Público do Amazonas (MPAM) não incluiu a investigadora na denúncia apresentada contra parte dos investigados da operação.

Anabela havia sido presa no dia 20 de fevereiro durante a Operação Erga Omnes, que investiga um suposto núcleo político ligado ao Comando Vermelho (CV) no Amazonas. No entanto, segundo Ribeiro Dantas, o relatório final da Polícia Civil afastou as acusações de tráfico de drogas e associação para o tráfico atribuídas à investigadora.

O ministro também destacou que não há indícios de que Anabela exercesse liderança criminosa, tivesse atuação violenta ou representasse risco às investigações. Na decisão, Ribeiro Dantas ainda citou que o próprio MPAM reconheceu que o caso ainda não estava maduro para o oferecimento de denúncia formal contra a policial.

“O processo ainda está em curso, sou inocente”, declarou Anabela ao deixar o 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), por volta das 10h35, acompanhada por advogados e familiares.

Com a decisão do STJ, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, entre elas comparecimento periódico à Justiça, uso de tornozeleira eletrônica, proibição de frequentar determinados locais e impedimento de manter contato com pessoas específicas investigadas no caso.

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