O Festival de Parintins vai além da tradição cultural e da disputa entre os bois Caprichoso e Garantido. Uma pesquisa inédita da Serasa, em parceria com o instituto Opinion Box, revelou que 46% dos entrevistados pretendem trabalhar durante o evento em 2026 para complementar a renda e reorganizar as finanças.

O levantamento, primeiro da empresa voltado exclusivamente para a Região Norte, mostra que o festival se consolidou como um importante motor econômico do Amazonas.

Entre os participantes que pretendem atuar durante o evento, 56% estimam ganhos acima de R$ 1 mil. Já 53% acreditam que terão aumento superior a 40% na renda mensal durante o período festivo.

Festival ajuda famílias a equilibrar orçamento

Segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados afirmam que a renda extra obtida no Festival de Parintins é essencial para evitar impactos no orçamento familiar e garantir despesas básicas do dia a dia.

Entre os principais objetivos de quem pretende trabalhar durante o festival estão:

  • Complementar a renda mensal (36%);
  • Limpar o nome (34%);
  • Construir reserva financeira (28%);
  • Quitar dívidas (28%).

O estudo também mostra que 66% das pessoas terão a primeira experiência profissional no evento. Outros 15% já trabalham frequentemente nas festividades, enquanto 19% atuaram em edições anteriores.

Comércio e turismo lideram oportunidades de trabalho

As oportunidades temporárias durante o Festival de Parintins envolvem diferentes setores da economia local.

Entre as principais atividades citadas pelos entrevistados estão:

  • Venda de alimentos (31%);
  • Trabalho temporário em hotéis, lojas e restaurantes (25%);
  • Atuação em áreas ligadas à estrutura do evento, como segurança, limpeza e atendimento (23%).

Segundo a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, grandes eventos culturais têm papel importante na economia regional.

“Muitas famílias enxergam o Festival como uma oportunidade concreta de reorganizar as finanças, complementar a renda e até sair da inadimplência”, destacou.

Festival movimenta economia de Parintins

O impacto econômico do festival também aparece na percepção popular. De acordo com a pesquisa, 97% dos entrevistados acreditam que o evento fortalece a economia local.

Os setores mais beneficiados são:

  • Hospedagem (53%);
  • Alimentação e bebidas (48%);
  • Turismo e passeios locais (41%);
  • Transporte (41%);
  • Comércio informal (38%).

Participantes se organizam financeiramente

O levantamento aponta ainda que 85% das pessoas afirmam se planejar financeiramente antes do Festival de Parintins.

As principais estratégias adotadas são:

  • Redução de gastos do dia a dia (41%);
  • Corte de despesas com outros eventos (40%);
  • Busca por renda complementar (37%).

Mesmo assim, muitos participantes ainda enfrentam dificuldades financeiras. Segundo a pesquisa, 77% já deixaram de participar ou reduziram o tempo no festival por falta de dinheiro.

Além disso:

  • 49% afirmam já ter feito dívidas em eventos como Parintins;
  • 40% pretendem usar o limite do cartão de crédito;
  • 22% consideram contratar empréstimos pessoais.

Gastos podem ultrapassar R$ 1 mil

Entre os entrevistados, 45% pretendem gastar acima de R$ 1 mil durante o Festival de Parintins em 2026.

Os principais gastos previstos são:

  • Alimentação e bebidas (34%);
  • Atrações turísticas (17%);
  • Hospedagem (14%);
  • Transporte (10%).

Na forma de pagamento, o Pix lidera com 32% da preferência, seguido pelo cartão de crédito parcelado, citado por 28% dos participantes.

Pesquisa ouviu mais de 900 pessoas

O levantamento foi realizado pelo Instituto Opinion Box entre os dias 31 de março e 21 de abril de 2026, com 943 entrevistados. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

(*) Com informações da Agência Brasil

Leia mais:

Serasa e Correios ampliam renegociação de dívidas no Brasil