As alegorias do Boi Caprichoso começaram a chegar à área de concentração do Bumbódromo nesta quarta-feira (17), marcando uma das etapas mais aguardadas pelos artistas e pela Nação Azul e Branca na preparação para o 59º Festival de Parintins.
Sob a liderança do presidente Rossy Amoedo, integrantes do Conselho de Arte, artistas, a Marujada de Guerra, a Raça Azul e itens oficiais acompanharam a chegada das primeiras estruturas alegóricas. Além disso, o momento reuniu emoção e fé, com bênçãos dedicadas aos trabalhadores responsáveis pela construção do espetáculo.
Operação logística marca reta final dos trabalhos
O traslado dos módulos simboliza a fase final de aproximadamente quatro meses de trabalho intenso nos galpões. Com isso, o projeto idealizado para a arena do Bumbódromo começa a revelar sua grandiosidade.
A operação mobiliza artistas, equipes técnicas e os Paikicés, responsáveis pela movimentação de cerca de 180 módulos alegóricos. Neste ano, as estruturas alcançam até 25 metros de altura, enquanto uma delas chega aos 30 metros.
“Após meses de produção, as equipes iniciaram o traslado das alegorias para a concentração. Somente nesta primeira etapa, seis módulos seguem em comboio, mas a expectativa é transportar entre 30 e 50 módulos ao longo do dia”, afirmou o presidente Rossy Amoedo.
Entre os primeiros módulos posicionados estão as estruturas assinadas pelos artistas Kennedy Prata e Algles Ferreira, ambos responsáveis por um dos rituais do projeto de arena. Da mesma forma, um módulo criado pelo artista Nildo Costa também seguiu para a concentração do Bumbódromo.
Emoção acompanha chegada das alegorias

Mesmo após anos de participação no Festival de Parintins, o artista Kennedy Prata destacou a emoção de acompanhar a saída das alegorias.
“Todo ano é a mesma emoção. Agora restam apenas alguns detalhes decorativos. Estamos felizes, satisfeitos e agradecidos. O Caprichoso vem grandioso”, afirmou o artista.
Enquanto isso, na área de concentração, as equipes mantêm os trabalhos em ritmo acelerado. Ainda nesta tarde, os profissionais iniciam a montagem das peças e realizam a primeira visualização completa do espetáculo.
O processo funciona como um grande quebra-cabeça, reunindo estruturas planejadas previamente em maquetes físicas e projetos em 3D.
“É nesse momento que começamos a ver tudo tomando forma. Fazemos os ajustes finais para assegurar aquele padrão de magnitude e beleza que somente o Caprichoso sabe apresentar”, ressaltou o presidente do Conselho de Arte, Ericky Nakanome.
Dedicação e amor pelo boi da estrela na testa
Mais do que uma operação logística, o traslado representa a concretização de meses de dedicação, criatividade e comprometimento com o boi da estrela na testa.
“Esse é um momento especial. Estamos levando para a arena todo o amor pelo Boi Caprichoso. Não tenho dúvidas de que faremos três grandes apresentações. Esse trabalho é resultado de meses de esforço, talento, criatividade e, acima de tudo, muita fé no nosso boi”, destacou o conselheiro e diretor artístico, Edwan Oliveira.
Por fim, com a chegada das alegorias à concentração, cresce a expectativa da Nação Azul e Branca para mais um grande espetáculo no Bumbódromo. Dessa maneira, o Caprichoso reforça a confiança em apresentar à arena um dos maiores projetos de sua história.
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