Com o início do ano marcado por despesas como impostos, material escolar e contas acumuladas, o planejamento financeiro se torna essencial para evitar o endividamento.
Especialistas alertam que o cuidado deve começar ainda no fim do ano, principalmente com os gastos de Natal e Ano Novo.
Controle dos gastos de fim de ano
De acordo com a economista Denise Kassama, exagerar nas despesas de dezembro pode comprometer todo o orçamento dos meses seguintes.
“O ideal é fazer um Natal e um Ano Novo do tamanho do bolso. Se a pessoa consegue guardar um pouco do que recebeu em dezembro, especialmente do 13º salário, já garante um janeiro menos pesado”, explica.
Ela ressalta que a população pode, e deve, utilizar o 13º salário para cobrir as primeiras contas do ano. “São despesas que não dá para fugir, então é importante se planejar para elas”.
Diagnóstico e orçamento anual
O especialista em educação financeira da Serasa, Fernando Gambarro, reforça que o planejamento precisa acontecer ao longo de todo o ano.
“O primeiro passo é fazer um diagnóstico financeiro, listando tudo o que entra e sai do orçamento, inclusive as pequenas despesas. Isso ajuda a identificar onde é possível economizar e evitar surpresas”, afirma.

Conforme Gambarro, criar um orçamento mensal com limites de gastos bem definidos e incluir despesas previsíveis, como impostos, aniversários e datas comemorativas, é fundamental.
“Quando esses gastos já estão previstos, o risco de endividamento diminui”, destaca.
Parcelamento consciente
Quando o pagamento à vista não é possível, o parcelamento pode ser uma alternativa, desde que feito de forma consciente.
Denise Kassama alerta: “Não adianta parcelar se isso vai virar uma bola de neve depois”. Gambarro complementa que o cartão de crédito deve ser usado com controle.
“O problema surge quando o cartão é tratado como extensão da renda. É essencial acompanhar a fatura, evitar pagar apenas o mínimo e usar o parcelamento principalmente para compras planejadas e necessárias”.
Negociação de dívidas
Em caso de dívidas existentes, os especialistas recomendam buscar negociação. “(…) é ter clareza sobre todas as dívidas e entender quanto realmente cabe no orçamento antes de fechar qualquer acordo”, orienta Gambarro.
Ele lembra que feirões de negociação, como os promovidos pela Serasa, ajudam o consumidor a sair do vermelho.
“O último Feirão da Serasa possibilitou a negociação de mais de 10 milhões de dívidas. Mas é importante fechar acordos que sejam possíveis de cumprir”.
Hábito de poupar e renda extra
Para evitar novos endividamentos, Denise Kassama destaca a importância de criar o hábito de poupar.
“Guardar dinheiro precisa ser encarado como pagar uma conta. Se a pessoa decide guardar R$ 200 por mês, isso deve ser uma obrigação fixa”, orienta.
A economista explica que o dinheiro pode ser guardado de diversas formas. “Pode ser na poupança, em uma aplicação simples ou até em um cofrinho. O mais importante é criar o hábito.”
Por fim, além do controle de gastos e da poupança, buscar uma renda extra ajuda no equilíbrio financeiro.
“Ter uma renda complementar traz mais segurança, ajuda a formar reserva de emergência e reduz o aperto no orçamento”, conclui Fernando Gambarro.
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