A empresária Maria do Carmo (PL), nome da direita colocada como pré-candidata ao Governo do Amazonas, criticou nesta semana a política fiscal adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A manifestação ocorreu após a divulgação de dados do Tesouro Nacional que apontam um déficit de R$ 83,8 bilhões nas contas públicas até novembro de 2025.
Conforme os números oficiais, o resultado apresenta o pior desempenho fiscal para esse período desde 2023.
Além disso, a receita líquida do governo federal (já descontadas as transferências obrigatórias a estados e municípios) registrou queda real de 4,8%.
Vídeo nas redes sociais reforça discurso fiscal
Em um vídeo divulgado nas redes sociais na sexta-feira (2), Maria do Carmo responsabilizou a esquerda por, segundo ela, manter um modelo de gestão que “governa no vermelho” e transfere os custos à sociedade.
Na legenda da publicação, a pré-candidata afirmou que o discurso de defesa da população não se sustenta diante do atual desequilíbrio fiscal.
Ao longo da gravação, Maria do Carmo comparou a gestão federal a uma família que gasta mais do que arrecada e deixa a dívida para terceiros.
“Quando a fatura chega, alguém paga. E nunca é quem fez a bagunça. É o trabalhador, a dona de casa, o pequeno comerciante, quem paga imposto todo mês”, declarou.
Na sequência, ela reforçou a metáfora ao afirmar que, enquanto nas residências brasileiras o não pagamento resulta no corte de serviços, “no desgoverno do Lula ninguém fica no escuro; quem fica no prejuízo é o povo”.
Enquanto isso, os dados do Tesouro mostram avanço das despesas públicas. Apenas em novembro, os gastos federais somaram R$ 187,1 bilhões, o que representa crescimento real de 4,0% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Impactos no Amazonas
Na avaliação de Maria do Carmo, os efeitos desse cenário atingem diretamente os estados, com impacto mais sensível no Amazonas.
“Quando o governo erra em Brasília, falta médico aqui, falta remédio no posto, falta estrada no interior e falta segurança nas ruas”, afirmou.
Por fim, a pré-candidata defendeu uma mudança na condução das políticas estadual e nacional. De acordo com ela, a pré-campanha tem o objetivo de alertar a população sobre como decisões políticas interferem no cotidiano e sobre a responsabilidade dos eleitos.
“Mudar é urgente. Mudar só depende da gente”, concluiu.
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