O brasileiro Dimitri Alves, de 22 anos, natural de Carauari, no interior do Amazonas, afirmou que recebeu cerca de R$ 5,8 mil por mês como voluntário na guerra da Ucrânia. Ao longo de sete meses, o valor ultrapassa R$ 40 mil, segundo cálculo com base no salário informado pelo próprio combatente em publicação feita nesta quarta-feira (7) nas redes sociais.

Quanto ele diz ter recebido em sete meses

Segundo Dimitri Alves, o pagamento mensal como voluntário na guerra da Ucrânia é de 45 mil grívnias. Atualmente, esse valor equivale a cerca de R$ 5,8 mil.

Com isso, ao longo de sete meses de atuação, o montante recebido ultrapassa R$ 40 mil. A soma, no entanto, é uma estimativa baseada no salário informado pelo próprio combatente.

Além do valor fixo, Dimitri afirmou que também recebe bônus após o retorno de missões no front. Por esse motivo, o total pode variar conforme a quantidade e a duração das operações.

Suporte oferecido aos voluntários

De acordo com o amazonense, o recrutamento na unidade é voluntário. Ainda assim, os combatentes recebem alimentação, alojamento e equipamentos durante o período de atuação.

Além disso, ele afirma que não há gastos pessoais com estrutura básica. Segundo ele, isso permite que quase todo o valor do salário seja mantido pelo combatente.

Atuação no front e perdas em combate

Dimitri atua na Advanced Company, unidade ligada ao batalhão Revanche Internacional, que integra as Forças Especiais do Departamento de Inteligência da Ucrânia.

Durante esse período, ele afirma ter participado de missões consideradas estratégicas. Ao mesmo tempo, relata que perdeu amigos em combate e enfrentou situações extremas.

“Posso afirmar que hoje sou motivo de superação, onde enfrentei a morte de perto”, declarou.

Histórico militar e motivação

Antes de ir para a Ucrânia, Dimitri serviu no Exército Brasileiro. Desde então, segundo ele, tinha o objetivo de seguir carreira militar fora do país.

Por isso, decidiu se alistar na Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia, criada em 2022 para receber combatentes estrangeiros após a invasão russa.

Orientação a outros brasileiros

Atualmente, além de atuar no conflito, Dimitri afirma que pretende orientar outros brasileiros interessados em seguir o mesmo caminho.

Para isso, ele divulga em suas redes sociais um link para grupos de orientação, onde tira dúvidas sobre o processo de recrutamento e a rotina no exterior.

Relato de sobrevivência

Nas redes sociais, o amazonense compartilha fotos e vídeos de treinamentos em condições extremas, como frio intenso e neve. Enquanto isso, também relata ataques sofridos durante missões.

Em uma das publicações, ele afirmou ter sobrevivido a uma ofensiva russa.

“Graças a Deus saí com vida e sem dano nenhum. No entanto, meus irmãos não tiveram a mesma sorte”, disse.

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