A AEVA – Associação Educacional e Esportiva Voz Ativa escreve mais um capítulo histórico para o esporte brasileiro. Dez meninas amazonenses, moradoras de bairros periféricos como Jorge Teixeira, Puraquequara, Mutirão, Novo Aleixo, entre outros, embarcaram ontem rumo ao México, mais precisamente para a cidade de Monterrey, onde irão representar o Brasil em uma competição internacional de Flag Football feminino Sub-14.

A conquista da vaga veio de forma impecável. No dia 31 de agosto, em São Paulo, o time AEVA Amazonas sagrou-se campeão invicto, garantindo o direito de disputar o torneio internacional — com todas as despesas custeadas pela NFL, um feito que por si só já diz muito sobre a relevância do projeto.

Reconhecida como o maior movimento de Flag Football estudantil do Brasil, a AEVA vai muito além das quatro linhas. O responsável pela ONG, professor Girleno, destaca o impacto social do trabalho desenvolvido:

“Atendemos mais de 3 mil crianças em Manaus, Coari e Carauari na modalidade do Flag. O sucesso não é só em campo, mas também no comportamento e nas boas notas. O relato de pais e professores sobre a melhora dessas crianças é, para nós, o maior prêmio. E, de quebra, as conquistas esportivas nos enchem de orgulho. Agradeço ao Governo Federal pela Lei de Incentivo ao Esporte, ao Governo do Estado por meio da SEDEL e ao Sr. Célio, da Live Academia, que abraçou a ideia e vem nos apoiando.”

As atletas que representam o Brasil vêm de diferentes escolas onde os projetos da AEVA são desenvolvidos, reforçando o forte cunho social da iniciativa.
Da Escola Elisa Bessa, no Jorge Teixeira, surgiram as atletas Hellen e Thalyta.
Na Escola Recanto Interativo, Maria, Eva e Elayne se tornaram referências do projeto.
A Escola Dom João, na Cidade Nova, revelou Sâmia.
Já do distante Puraquequara, na Escola São Sebastião, vêm Raynara, Maria Pig e Maria Grande.

Mais do que uma viagem, trata-se de uma experiência internacional transformadora, algo impensável para muitas dessas crianças poucos anos atrás.

A competição acontece no dia 10, e o Brasil (AEVA) enfrentará uma chave duríssima, com os seguintes confrontos:

  • Brasil (AEVA) x Panamá
  • Brasil (AEVA) x Porto Rico
  • Brasil (AEVA) x México
  • Brasil (AEVA) x Canadá

O desafio é grande, especialmente pelo confronto com o México, apontado como favorito. Ainda assim, o discurso é claro. O Coach Filho reforça:

“Sabemos do nível elevado dos adversários, mas não viemos passear. Vamos dar trabalho. O título é o que buscamos.”

A AEVA também avança fora de campo. A ONG mantém diálogo com a Secretaria de Esporte do Estado, visando a possibilidade de o Flag Football se tornar um programa oficial do Governo do Amazonas, ampliando seu alcance para todo o estado.

O coordenador de projetos da AEVA resume o momento:

“Temos uma paixão enorme pelo esporte. Não à toa, fomos reconhecidos como uma das 100 melhores ONGs do Brasil, entre mais de 700 mil, sendo a melhor na área esportiva. 2025 foi intenso e grandioso para o Flag nacional, e demos nossa contribuição. Existe uma grande expectativa para que o Flag e o Futebol Americano de Base integrem o PELCI (programa esportivo do Governo do Estado). Seria um divisor de águas e uma expansão incrível dessa nova modalidade olímpica.”

A AEVA segue firme em 2026, retomando suas atividades com o início do ano letivo e ampliando sua atuação não apenas no Flag Football, mas também em Judô, Xadrez, Handebol, Futsal e capacitações profissionais.

(*) Com informações da assessoria