Em um mercado publicitário cada vez mais pressionado por critérios de ESG e responsabilidade ambiental, uma empresa criada em Manaus aposta em um caminho ainda pouco explorado no Brasil: transformar resíduos plásticos em ativos de mídia. A ‘Best Eco Media’ desenvolveu um modelo de publicidade indoor baseado em totens digitais produzidos com placas ecológicas feitas a partir de tubos de creme dental, um material raramente reciclado em larga escala.

O negócio começou a ser estruturado em abril de 2025, a partir da convergência entre Comunicação, Design e Sustentabilidade. “Buscávamos um negócio inovador, dentro das nossas experiências profissionais, que fizesse real sentido e causasse impacto positivo”, afirma o administrador e empreendedor Ricardo Arturo Martino Segura, à frente da empresa. Segundo ele, a proposta foi ressignificar um segmento já consolidado, trazendo para a mídia indoor uma lógica mais alinhada às demandas globais por responsabilidade socioambiental.

O principal produto da empresa é o Totem Sustentável Best Eco Media, equipado com telas digitais de 50 polegadas, acima da média do setor, e fabricado com placas formadas por tubos de creme dental, compostos por 75% plástico e 25% alumínio. Cada unidade representa, em média, a retirada de 7.500 tubos do meio ambiente, além de oferecer resistência à umidade e durabilidade adequada às condições da região amazônica.

A virada de percepção veio quando o produto começou a circular no mercado. “Quando apresentamos os totens, percebemos que havia um interesse imediato pelo processo de reciclagem por trás da solução”, explica Ricardo. Para ele, o diferencial não está apenas no equipamento em si, mas no que ele simboliza: um meio de comunicação que carrega impacto ambiental mensurável. “Ele é reciclado e reciclável”, reforça.

A empresa também aposta na ideia de que cada instalação pode abrir espaço para iniciativas mais amplas dentro das organizações, ampliando o valor do projeto para além da publicidade. “Um dado como esse enriquece relatórios de sustentabilidade e pode estimular outras ações ambientais associadas ao uso do totem”, avalia o empreendedor.

Esse posicionamento é reforçado pela atuação de Elendrea Cavalcante de Andrade Segura, jornalista e estrategista em Comunicação e Sustentabilidade, que contribui para alinhar discurso, prática e valor institucional da marca. A empresa reconhece que há concorrência no segmento de mídia, mas defende que a integração entre publicidade e economia circular ainda é um diferencial pouco comum. “O mercado tem opções de totens, mas nem sempre com a mesma proposta de sustentabilidade aplicada ao produto”, observa Elendrea.

Com cerca de oito meses de projeto, sendo quatro com os totens já em operação, a empresa atua exclusivamente no Amazonas, conta com seis funcionários e aposta em crescimento orgânico. “Queremos ampliar a presença em toda Manaus e oferecer capilaridade aos anunciantes”, afirma Ricardo. Para 2026, os planos incluem a locação dos totens para eventos, feiras e ambientes corporativos, além do desenvolvimento de novas soluções de mobiliário sustentável a partir das mesmas placas ecológicas.

A ambição de médio prazo é clara: “Queremos ser referência nacional em mídia sustentável e economia circular”, projeta o empreendedor.

Cibersegurança: de área técnica a ativo estratégico das empresas

A crescente digitalização das empresas, aliada à expansão da Indústria 4.0, da computação em nuvem e dos sistemas conectados, transformou a Cibersegurança em um dos pilares da economia contemporânea. Ataques cibernéticos deixaram de ser eventos isolados e passaram a representar riscos diretos à continuidade dos negócios, à reputação corporativa e à competitividade das organizações. Estudos internacionais indicam que violações de dados geram prejuízos milionários, cenário que pressiona empresas de todos os portes a investir não apenas em tecnologia, mas também em profissionais qualificados.

Nesse contexto de demanda crescente e escassez de mão de obra especializada, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico do Amazonas (INDT), por meio do INDT Educacional, está com inscrições para um curso presencial de Cibersegurança. A iniciativa reforça a estratégia de formação técnica alinhada às necessidades reais do mercado e amplia as oportunidades de qualificação na região Norte, onde a carência de especialistas é ainda mais sensível. As inscrições acontecem até segunda-feira (9/2) e, outras informações podem ser obtidas pelo link (www.indt.org.br).

Vendas recordes levam Farm a fechar mais de 130 lojas temporariamente

O mercado de moda brasileiro manteve trajetória de crescimento em 2025, mesmo em um cenário econômico desafiador. De acordo com o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), o setor deve movimentar cerca de R$ 315 bilhões, com alta próxima de 7% em relação a 2024, impulsionado pelo consumo interno e pelo avanço do comércio eletrônico, que já responde por uma parcela relevante das vendas do vestuário no país.

É nesse contexto que a Farm Rio, marca carioca fundada em 1997 e hoje uma das principais grifes nacionais, protagonizou um movimento incomum: o fechamento temporário de mais de 130 lojas físicas em todo o Brasil por 48 horas, às vésperas do lançamento de sua nova coleção. A decisão, segundo a empresa, foi consequência direta do forte desempenho comercial registrado no fim de 2025, especialmente em novembro e dezembro, quando as vendas superaram as expectativas e provocaram defasagem de estoque nas lojas físicas.

Atualmente integrada ao grupo Azzas 2154 (resultado da fusão entre Arezzo e Grupo Soma), a Farm opera majoritariamente com lojas próprias, conta com cerca de 2 mil colaboradores e mantém presença internacional, com lojas e pontos de venda na Europa, nos Estados Unidos e, mais recentemente, na América Latina. O e-commerce da marca seguiu funcionando normalmente durante o fechamento temporário, reforçando a importância do canal digital na estratégia do negócio.

Em um setor pressionado por custos, logística e gestão de estoques, decisões como a da Farm evidenciam como crescimento acelerado também impõe desafios, e exige respostas rápidas.

Por que 700 milhões de downloads mudam o jogo da IA global

A corrida pela liderança em inteligência artificial não está sendo decidida apenas por quem tem os modelos mais sofisticados, mas por quem consegue escalar mais rápido. A família de modelos Qwen, da Alibaba Cloud, ultrapassou 700 milhões de downloads em plataformas abertas, um sinal claro de adoção prática pela comunidade global de desenvolvedores.

O avanço reflete uma estratégia distinta das grandes empresas ocidentais: apostar no código aberto como infraestrutura, e não apenas como produto. Ao liberar seus modelos, a Alibaba ampliou o uso acadêmico, corporativo e comercial, transformando o Qwen em padrão de fato para inúmeras aplicações.

O episódio também revela uma mudança geopolítica importante. A disputa pela inteligência artificial deixou de ser apenas uma questão de desempenho técnico e passou a envolver escala, comunidade e controle dos ecossistemas digitais. No mundo da IA, quem se espalha primeiro tende a influenciar o futuro!

RÁPIDAS & BOAS

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Ministério da Saúde e Associação Rede Unida, prorrogou o prazo para as inscrições ao Curso de Aperfeiçoamento aos Trabalhadores e Trabalhadoras que Atuam no Cuidado das Populações do Campo, Floresta e Águas, oferecido no âmbito do Projeto Começo Meio Começo, desenvolvido pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, por meio do Campus Virtual Fiocruz. As inscrições podem ser feitas até domingo (18/1), pelo site (https://tinyurl.com/3fanstkd).

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A Universidade Estadual do Amazonas (UEA) abriu inscrições para a 12ª Turma do projeto ‘Samsung Ocara’, com seis cursos gratuitos, destinados aos estudantes do município de Parintins, dos ensinos Médio, Técnico ou Superior. As inscrições seguirão até sábado (24/1) e podem ser feitas por meio do link (https://lnkd.in/djGDSfYz).

Cristina Monte

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