A Região Norte teve desempenho expressivo no mercado de trabalho formal em 2025, com crescimento de 3,81% no número de empregos com carteira assinada, o que equivale à criação de 90.610 novas vagas.
O resultado contribuiu para o saldo positivo de 1.279.498 empregos registrado em todo o Brasil. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
Conforme o sistema, que acompanha a evolução do emprego formal no país, o estoque de trabalhadores celetistas avançou 2,71% no ano, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos, o maior volume registrado na série histórica do Novo Caged desde 2020. O desempenho positivo ocorreu em todas as regiões do país e nas 27 Unidades da Federação.
Crescimento por regiões
A Região Norte se destacou pelo aumento de 3,81%, com 90.610 novas vagas, o que mostrou um ritmo acima da média nacional.
No entanto, a maior quantidade de empregos gerados ficou na Sudeste, com 504,97 mil vagas, seguida pelo Nordeste, que somou 347,94 mil postos, e a Sul, com 186,12 mil novas oportunidades. Além disso, o Centro-Oeste apresentou saldo positivo de 149,53 mil empregos.
Entre os estados, os maiores saldos absolutos ocorreram em São Paulo, com 311.228 postos, Rio de Janeiro, com 100.920, e Bahia, com 94.380 vínculos formais.
Em termos de crescimento percentual, o destaque foi para o Amapá, que registrou alta de 8,41%, seguido da Paraíba, com 6,03%, e do Piauí, com 5,81%, evidenciando que estados menores apresentaram variações significativas em relação ao crescimento nacional.

No acumulado do ano, todos os cinco grandes grupos de atividades econômicas apresentaram resultado positivo.
O setor de Serviços liderou, com 758.355 postos criados, seguido pelo Comércio, que registrou 247.097 novas vagas.
Dentro de Serviços, os maiores avanços vieram das atividades de informação, comunicação, serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, com 318.460 postos, e da administração pública, educação, saúde e serviços sociais, que geraram 194.903 vagas.
Além disso, a Indústria adicionou 144.319 empregos, a Construção abriu 87.878 postos, e a Agropecuária manteve crescimento constante, com 41.870 empregos formais.
Retração em dezembro
Tradicionalmente, dezembro registra queda no emprego formal, e o último mês de 2025 não foi exceção, com perda de 618.164 vagas, afetando tanto homens, com 348,4 mil postos a menos, quanto mulheres, com redução de 269,7 mil vagas.
Entre os estados, as maiores quedas ocorreram em São Paulo, com 224,2 mil postos perdidos, Minas Gerais, com 72,7 mil, e Paraná, com 51 mil.
Todos os grandes grupos econômicos apresentaram saldos negativos, principalmente Serviços, Indústria e Construção, mostrando o impacto sazonal típico do último mês do ano.
Ademais, o salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, levemente inferior ao de novembro.
Por fim, em comparação a dezembro de 2024, o rendimento médio apresentou crescimento de 2,55%, indicando aumento real no salário de entrada no mercado formal ao longo do ano.
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