Um conglomerado industrial que coloca no bolso dos brasileiros R$ 30 bilhões de impostos (segundo o TCU) não pagos, todos os anos, por serem incentivos fiscais constitucionais, que há 59 anos entrega produtos de qualidade internacional a mais de 200 milhões de consumidores no Brasil, e que capacita dezenas de milhares de trabalhadores cujos índices de produtividade estão entre os mais altos do mundo, não precisa da narrativa de se esconder atrás da floresta, como seu protetor, para justificar sua existência.
A base técnica que fundamentava a visão de que o polo industrial da ZFM protegeria a floresta foi analisada cientificamente e o resultado aponta para outra direção, como demonstrado em detalhes no livro A Amazônia e a ZFM – Caminhos Independentes (Costa, 2021).
Mesmo assim, ainda há artigos como o publicado no Jornal do Commércio do Amazonas pelo CIEAM – Centro da Indústria do Amazonas, à página A6 da edição de 03-02-26, o que revela desconhecimento da análise científica mencionada.
Por isso, a matéria produzida está incompleta e superficial, classificando ainda com um aético “desonesto” o debate apresentado naquele texto.
Por esta razão, o signatário, autor do livro que relata o resultado, resolveu presentear a entidade com um exemplar da obra, que ocorreu durante um cordial encontro havido no dia 10 deste fevereiro com seu Presidente Lúcio Flávio.
Na ocasião, foi possível discutir parte de seus fundamentos, e houve sugestão ao Presidente para que se avaliasse a pertinência de promover um debate mais aprofundado com seus associados e sua assessoria, até convidando especialistas, para ampliar e tornar transparente a discussão.
Em não menos cordiais encontros, foram também presenteados no dia 12 último com um exemplar do livro, o Secretário da Sedecti Serafim Corrêa e o Presidente Aderson Frota da Fecomércio, quando foi possível igualmente discutir parte de seu conteúdo e o contexto da principal atividade econômica do Amazonas. Dia 16 foi a sesquicentenária ACA que recebeu a doação, na pessoa do Presidente Bruno Pinheiro.
Nas ocasiões de entrega, a proposta de sua discussão no âmbito de cada instituição com seus especialistas também foi feita.
Serão ainda ofertados exemplares para o Governador do Estado Wilson Lima e outras entidades, inclusive para a Suframa, além de palestras em faculdades que estão em tratativa.
O livro pretende colaborar com a discussão saudável e científica sobre a temática, fortalecendo sua conscientização social e econômica, e está aberto para eventuais contestações, desde que fundamentadas.
A partir das conclusões demonstradas na publicação, difundir sem provas que o PIM protege a floresta, pode ser utilizado por oportunistas não simpáticos aos incentivos fiscais, como um ato suspeito quanto ao seu objetivo.
Do Prefácio de “Amazônia – Formação Cultural e Social” – 3ª. edição de Samuel Benchimol:
“O meu escrever e os textos que criei, produzi e publiquei nessa mais de cinquentenária jornada – a maioria sob forma reprográfica e edições de tiragens extremamente minguadas e diminutas – foram mudando com a passagem do tempo e, por isso, sou réu confesso de contradições, ambiguidades e equívocos. Não importa, pois todos revelam as diferentes fases de minha vivência e experiência amazônicas. Todos eles trazem, no entanto, a marca registrada do meu único código genético existencial: a fidelidade à terra e ao tema”.
“Dito por quem disse, é de se supor que ao se admitir novas interpretações, se possa refazer convicções.
O autor”
(extraído do livro A Amazônia e a ZFM – Caminhos Independentes)
Talvez já seja o tempo de avaliar se a ZFM não precisa de uma nova identidade que a aproxime de seus consumidores-eleitores, materializada num projeto institucional e colaborativo.

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