Beruri (AM) – Um homem de 23 anos foi preso pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) nesta quarta-feira (25). Ele é acusado de crimes brutais contra uma adolescente de 17 anos, incluindo estupro, tortura, lesão corporal e cárcere privado. A ação integrada envolveu a Depca e a 80ª DIP de Beruri.

Os crimes começaram em fevereiro de 2025, quando a jovem passou a morar com o agressor. Na época, o filho da vítima, um bebê de apenas 1 ano, também vivia na residência e presenciava as agressões.

Resgate dramático e sinais de tortura

A delegada Mayara Magna, titular da Depca, relatou que a vítima vivia sob constante vigilância e era proibida de sair de casa. A situação só mudou em março de 2025, quando a adolescente conseguiu usar um celular escondido para pedir socorro à família.

Ao chegar no local, a Polícia Militar flagrou o homem queimando as roupas da jovem na varanda. O agressor fugiu ao notar a presença policial. Dentro da casa, o cenário era de horror: a adolescente foi encontrada no quarto, amarrada de joelhos, amordaçada e com diversos hematomas pelo corpo.

Descumprimento de medidas e perseguição no rio

O suspeito já havia sido preso em setembro de 2025, mas recebeu liberdade provisória com medidas cautelares em dezembro do mesmo ano. No entanto, em março de 2026, ele descumpriu as ordens judiciais, o que gerou um novo mandado de prisão preventiva.

A inteligência da polícia identificou que o homem tentava fugir para o interior do estado. “Descobrimos que ele estava em uma embarcação a caminho de Beruri e agimos rápido para interceptá-lo”, explicou a delegada.

Interceptação em embarcação e justiça

De acordo com o delegado Jailton Santos, a prisão ocorreu de forma cinematográfica. Mesmo com o barco já em movimento no meio do rio, os policiais civis conseguiram alcançar a embarcação e realizar a captura.

O homem foi conduzido à delegacia e responderá por:

  • Estupro;
  • Tortura e Cárcere Privado;
  • Lesão corporal dolosa;
  • Sequestro.

O infrator passará por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça para responder pelos crimes graves cometidos contra a menor.

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