Nesta sexta-feira (27), Tifanny, campeã da última edição da Superliga Feminina pelo Osasco, usou as redes sociais para criticar a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de restringir a participação de atletas trans nas Olimpíadas de 2028, em Los Angeles.
O COI anunciou, em comunicado divulgado na quinta-feira (26), que a elegibilidade para categorias femininas será restrita a “mulheres biológicas”, vetando a participação de atletas trans. Segundo a entidade, a elegibilidade será determinada por meio do exame do gene SRY; atletas que testarem negativo para o gene estarão permanentemente dentro dos critérios para a categoria feminina.
“A menos que haja motivo para acreditar que um resultado negativo seja um erro, este será um teste realizado apenas uma vez na vida”, informou o COI.
O desabafo de Tifanny
Tifanny publicou em suas redes sociais:
“Essa notícia é muito triste e representa um grande retrocesso para o esporte.
Muita gente tenta reduzir esse debate a um ataque exclusivo às pessoas trans, mas não é só sobre isso. É sobre mulheres. Sobre todas as mulheres.
Com essas novas regras, muitas atletas podem ser prejudicadas, inclusive mulheres cis, por critérios cada vez mais questionáveis. E isso precisa ser discutido com responsabilidade, não com exclusão.
Existe um discurso de que tudo isso é para ‘proteger o esporte feminino’, mas na prática a gente vê outra coisa. Quando o assunto envolve pessoas trans, sempre surge uma tentativa de tirar, excluir, questionar sua presença, independentemente do contexto. Tivemos um exemplo claro recentemente com a Erika Hilton, que teve sua identidade questionada ao ponto de tentarem retirá-la de um espaço que é, justamente, de representação das mulheres. Se antes o argumento era ‘vantagem’ ou ‘força’, nesse caso foi o quê?
Isso mostra que nunca foi só sobre desempenho. É sobre quem é reconhecida como mulher.
Enquanto nós não entendermos que a luta precisa ser por todas, todas as mulheres, sem exceção, vamos continuar abrindo espaço para decisões que nos dividem e nos enfraquecem. Direitos não podem andar para trás. O mundo não pode regredir. Ou a gente se posiciona agora, ou aceita ver conquistas sendo desmontadas pouco a pouco por uma extrema direita que insiste em excluir, dividir, destruir”.
*Com informações do Lance
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