A três dias da Páscoa, a venda de peixes segue aquecida e movimenta o setor pesqueiro, impulsionada pela alta procura dos consumidores durante a Semana Santa. Comerciantes registram aumento na demanda e intensificam a oferta para atender ao período, considerado um dos mais importantes do ano para o segmento.

A procura pelo produto segue em alta nas feiras da capital. Na feira da Manaus Moderna, o movimento cresceu ao longo da semana que antecede a Páscoa.

Aumento no estoque

O permissionário Orleilson Ramires relata que reforçou o estoque de tambaquis para atender à demanda da semana. De 400 quilos comercializados semanalmente em seu box, ele ampliou o volume para cerca de duas toneladas na última semana de março.

“O movimento está muito bom e já vendemos quase tudo. Se ainda tivermos 500 quilos de peixe, é muito. Com certeza vamos vender tudo”, afirma.

Ramires vende a banda do tambaqui de 2,7 quilos por R$ 70. Já o tambaqui inteiro de 7 quilos custa R$ 200.

Além disso, o feirante Laércio Araújo afirma que aumentou o pedido de peixes para a Semana Santa. Ele reforçou o abastecimento em 600 quilos, totalizando uma tonelada de tambaquis disponíveis para venda.

“As pessoas continuam mantendo a tradição de comprar peixe para esses dias da Semana Santa. Estamos vendendo bem e uma boa parte do pescado também enviamos para os restaurantes e para o interior”, comenta.

Araújo vende os tambaquis por R$ 60 (3 quilos) e R$ 90 (5 quilos).

Foto: Priscila Caldas

Segundo o feirante Moisés Roque, a expectativa é que, até sexta-feira ao meio-dia — horário de funcionamento da feira —, todo o estoque seja comercializado. Ele trabalha com pirarucu e confirma a alta procura pelo produto.

É possível encontrar o pirarucu em filé por R$ 30 o quilo; o corte de ventrecha por R$ 20; a ponta magra por R$ 15; e a banda por R$ 25. Já o pirarucu seco (salgado) custa R$ 40 o quilo.

Aumento no preço da matrinxã

O preço da matrinxã aumentou neste período. O peixe pequeno é encontrado a partir de R$ 40, enquanto os maiores custam entre R$ 50 e R$ 60. Nesses valores, o consumidor já leva o produto tratado e, em alguns casos, sem espinhas.

Mesmo com o valor mais elevado, a procura se mantém alta.

“Tivemos aumento na procura e a nossa expectativa é de encerrar a semana com crescimento de 70% nas vendas em relação às semanas de período normal”, afirma o feirante Clóvis Pereira.

Preços até o início de março

Até o início de março, os valores do tambaqui eram:

  • Tambaqui de 3,5 kg: R$ 70
  • Tambaqui de 3,8 kg: R$ 80
  • Tambaqui de 4 kg: R$ 120

Já os preços do pirarucu eram:

  • Manta: R$ 35 o quilo
  • Enrolado: R$ 20 o quilo
  • Ossada: R$ 10 o quilo
  • Pirarucu fresco: entre R$ 18 e R$ 25 o filé
Foto: Priscila Caldas

Diferença de preços no interior

No município de Novo Aripuanã, o quilo do tambaqui custa o dobro do valor cobrado na capital, chegando a R$ 25 e R$ 26. Nesse cenário, consumidores optam por encomendar o pescado de Manaus.

Esse é o caso de Lau Nascimento, que envia peixe para um parente no interior. Mesmo com o frete, ela afirma que o custo final compensa.

Lau relata que, com R$ 200, comprou três tambaquis e pagou R$ 15 de frete. Ela adquiriu o produto por R$ 63, enquanto em Novo Aripuanã o preço varia entre R$ 80 e R$ 85.

“Meu irmão me envia o valor e compro os peixes, vou até a Feira da Panair e envio por barco, pago R$ 15 no frete e ele consegue ter o peixe por valor mais baixo do que comprando lá porque está muito caro”, disse. “Também tenho informações de que em Borba o preço da matrinxã chegou a R$ 70 e R$ 75 um peixe agora em março”, completou.

Novo ponto de feira

A Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc) montou um novo ponto defeira na Lagoa do Japiim, na Zona Sul.

No local, são comercializados tambaqui pequeno, conhecido como “curumim”, além de matrinxã. Produtores também vendem hortaliças e pimenta.

A feira funciona na quinta-feira, das 8h às 17h, e na sexta-feira até o meio-dia.