O Platense e o Corinthians se enfrentam nesta quarta-feira (9), no Estádio Ciudad de Vicente López, em Buenos Aires, na Argentina, a partir das 20h (horário de Manaus), pela estreia da Copa Libertadores. A partida terá transmissão da ESPN (TV) e do Disney+ (streaming).
O Corinthians volta a disputar a Libertadores após dois anos fora da competição. Para o confronto, a principal novidade está à beira do gramado: o técnico Fernando Diniz fará sua estreia no comando da equipe. Ele foi apresentado na terça-feira (7) e inicia o trabalho com um desafio fora de casa.
O time não vence há nove jogos. A sequência levou à demissão do técnico Dorival Jr., após resultados negativos consecutivos.
O Platense também vive momento semelhante. A equipe argentina não vence há seis partidas e ocupa a décima posição do Grupo A do Campeonato Nacional. No último jogo, empatou sem gols com o Lanús, fora de casa.
Diniz estreia sob pressão no Corinthians
Na chegada ao clube, Fernando Diniz afirmou que o momento exige adaptação, reconstrução e resultados imediatos. Além disso, destacou a necessidade de reduzir a pressão interna e externa sobre o elenco.
“A principal característica dos times que eu dirijo é ter muita vontade, um time muito solidário e coragem. Isso não pode faltar. O resto a gente vai aos poucos. As pessoas acham que a parte tática tem uma prevalência para mim. Nunca vai ter. Não existe domínio tático que consiga superar a falta de ânimo. Os jogadores precisam entender. Esse é um clube que pulsa essas coisas, pulsa raça, fome e coragem. Isso é o mais importante. Esse time estava ganhando a Supercopa há dois meses e em dois meses tudo mudou. Ninguém desaprendeu a jogar. Precisamos resgatar o potencial do time rapidamente”, afirmou.
Primeiros desafios e formação do elenco
Diniz assume o Corinthians pela primeira vez e indica que pretende adaptar o time às características do elenco disponível. No entanto, o início do trabalho já apresenta desafios.
O atacante Yuri Alberto não participou da primeira atividade sob o comando do treinador após passar por um procedimento odontológico.
“A minha ideia é procurar fazer o possível para colocar os melhores em campo. O importante é ter jogadores com confiança e coragem, eles que vão dizendo como que eu vou montar e adaptar o time nas fases do jogo, tanto para jogar quanto para marcar”, disse.
Base, Memphis e estilo de jogo
O técnico também destacou a importância das categorias de base no processo de reconstrução do clube. Além disso, comentou a situação de Memphis Depay.
“Espero que ele fique. Acho que o Memphis vir para o Brasil é um presente para o brasileiro, é uma superestrela mundial. Desde quando chegou, em 2024, foi muito importante. Os momentos decisivos, das conquistas recentes do Corinthians, ele esteve muito presente.”
Diniz ainda falou sobre a utilização do goleiro Hugo Souza com os pés e apontou possibilidade de evolução no fundamento.
“Em relação ao Hugo, eu trabalhei com o Fábio que não jogava absolutamente nada com os pés e evoluiu. Ele tinha 40 anos. O Hugo tem um pé melhor do que as pessoas acham, o jogo fica fácil se o goleiro joga com os pés. Temos que deixar ele confiante para tomar a melhor decisão. Em muitos momentos nesse trabalho do Vasco teve muita ligação direta. Mas o Hugo vai melhorar essa questão com os pés”, projetou.
Relação com jogadores e liderança
Por fim, Diniz comentou seu estilo de liderança e a relação com os atletas.
“Sou muito mais do que isso, não me resumo a isso. Tenho uma relação com os jogadores de vínculos cada vez mais profundos. Tenho alegria de ser o Diniz daquele jeito. É um Diniz que consegue ajudar mais os jogadores. Foi assim que consegui ajudar o Sara, Rayan. Óbvio que em alguns momentos você passa do tom e precisa se corrigir. Mas aquilo tem um fundamento positivo de ajudar o jogador para ele conseguir fazer o seu melhor”, afirmou.
*Com informações do Lance
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