Os primeiros dias do cessar-fogo envolvendo Estados Unidos e Irã resultaram em uma escalada de violência no Líbano. Como consequência, ataques atribuídos a Israel deixaram centenas de mortos e aumentaram a tensão na região.

O Irã afirmou que os ataques violam a trégua, sustentando que o Líbano também estaria incluído no acordo. Por outro lado, o Paquistão, que mediou o cessar-fogo, declarou que o território libanês faz parte da trégua. No entanto, Israel e os Estados Unidos rejeitam essa interpretação e afirmam que o Líbano não integra o acordo.

Ataque no sul do Líbano deixa mortos em Nabatieh

O presidente libanês, Josef Aoun, afirmou nesta sexta-feira (10) que 13 integrantes das forças de segurança morreram na cidade de Nabatieh, no sul do país. As autoridades locais classificaram o episódio como “o maior ataque israelense desde o início da guerra”.

Na quarta-feira (8), poucas horas após o anúncio do cessar-fogo, Israel realizou uma série de ataques que deixou mais de 300 mortos, incluindo pelo menos 30 crianças, além de 1.223 feridos, segundo autoridades libanesas.

Além disso, o governo do Líbano informou que o número de vítimas continua aumentando e pode crescer ainda mais nos próximos dias.

Organizações humanitárias alertam para colapso

O Comitê Internacional de Resgate afirmou que o episódio representa um dos dias mais violentos dos últimos anos.

“Segundo a OMS, suprimentos de primeiros socorros suficientes para três semanas foram utilizados em um único dia devido ao grande número de vítimas, e os estoques podem se esgotar em poucos dias”, disse o IRC em um comunicado.

As Forças de Defesa de Israel reconheceram ter atacado “no coração da população civil”, mas afirmaram ter matado pelo menos 180 “terroristas do Hezbollah” e adotado medidas para reduzir danos a civis.

Tensão persiste mesmo após apelos dos EUA

Apesar do cessar-fogo, os ataques continuaram na sexta-feira. Isso ocorreu mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar em entrevista à NBC News que pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, uma postura “um pouco mais discreta” nas operações no Líbano.

(*) Com informações da CNN Brasil

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