Empresários foram alvos de uma prática conhecida como ‘arrocho’, quando militares agem de forma ilegal extorquindo vítimas para roubar bens ou dinheiro. O delegado Fabiano Rosas, titular do 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e um investigador da Polícia Civil (PC-AM) foram presos, nesta quinta-feira (16/04), suspeitos de envolvimento no crime, ocorrido nas proximidades da Manaus Moderna.

As informações foram divulgadas ainda ontem, pelo delegado Marcelo Martins, do 24º Distrito Integrado de Polícia, responsável pelo caso.

“No caso, dois investigadores e um delegado fizeram uma abordagem aqui na região da Manaus Moderna e essa abordagem foi considerada criminosa, foi uma abordagem realizada no contexto de extorsão. As vítimas que estavam nesses veículos alegaram que foram levados R$ 30 mil e uma arma de fogo e eles não foram encaminhados à delegacia respectiva para o procedimento. Depois foram liberados em via pública”, informou o delegado.

A ausência de formalização da ocorrência levantou suspeitas e levou à prisão dos policiais por suspeita de extorsão.

A investigação também aponta que esse tipo de prática, conhecido como “arrocho”, é comum na área central da cidade e costuma estar ligado à suspeita de transporte de ouro ou drogas. Apesar disso, as vítimas negaram que estivessem com ouro no momento da abordagem.

Após reunir os depoimentos, a Polícia Civil prendeu em flagrante o delegado Fabiano Rosas na quinta-feira (16) e um investigador que o acompanhava. Os dois foram levados ao 24º Distrito Integrado de Polícia e permaneceram detidos.

Durante o interrogatório, ambos optaram por ficar em silêncio. O caso foi acompanhado pelo Ministério Público do Amazonas, que atuou na fiscalização dos procedimentos.

Segundo a apuração, a abordagem aconteceu em uma embarcação na área da Balsa Amarela, no Porto de Manaus. Depois da ação, um policial militar acionou a Rocam, que localizou o veículo do delegado sem saber que os ocupantes eram policiais civis. Fabiano Rosas se recusou a sair do carro e foi retirado à força.

Os dois presos devem passar por audiência de custódia, enquanto a Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso e apura as responsabilidades.

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