Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (14/05), em Nova Lima, em Minas Gerais. A ação integra a sexta fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras, espionagem ilegal e intimidação relacionado ao Banco Master.

Segundo as investigações, Henrique Vorcaro atuava como operador financeiro da organização criminosa. Além disso, de acordo com a Polícia Federal, ele também solicitava serviços ilegais e realizava pagamentos aos integrantes do grupo investigado.

Ainda conforme as apurações, a organização promovia monitoramento clandestino, invasão de sistemas, vazamento de informações sigilosas e ações de coação contra pessoas consideradas ameaças aos interesses do esquema.

Ao todo, a operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, bens dos investigados foram bloqueados, enquanto servidores públicos acabaram afastados das funções.

De acordo com a PF, a investigação também mira integrantes dos grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. Os investigadores apontam que essas estruturas atuavam paralelamente em ações de vigilância e intimidação supostamente ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, que permanece preso em Brasília.

As investigações ainda indicam que Henrique Vorcaro solicitava consultas ilegais em sistemas sigilosos de órgãos de segurança para verificar a existência de investigações contra membros do grupo. Paralelamente, o Ministério Público Federal (MPF) teria sido alvo de ataques entre 2024 e 2025.

Além disso, a Polícia Federal afirma que mensagens interceptadas entre Daniel Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, revelam uma rede organizada com divisão de funções. Segundo os investigadores, o grupo obtinha dados protegidos por sigilo, monitorava pessoas, removia conteúdos digitais e acessava sistemas restritos de forma ilegal.

Entre os alvos da operação também estão um agente da Polícia Federal, alvo de mandado de prisão, além de uma delegada da PF e de um agente aposentado, que foram submetidos a mandados de busca. Conforme as investigações, policiais forneciam informações privilegiadas ao grupo.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos eletrônicos e violação de sigilo funcional.

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