No Dia do Trabalhador Rural, celebrado nesta segunda-feira (25 de maio), o Amazonas destaca avanços no setor primário impulsionados por investimentos públicos iniciados em 2019, durante a gestão do ex-governador e presidente estadual do União Brasil, Wilson Lima, e mantidos pelo atual governador Roberto Cidade, também do partido.

Nos últimos sete anos, mais de 333 mil agricultores familiares e produtores rurais receberam atendimento em mais de 3,5 mil comunidades rurais e 571 comunidades indígenas nos 62 municípios do Amazonas. Os investimentos incluíram crédito rural, assistência técnica, regularização documental, mecanização agrícola e incentivo à produção sustentável.

Historicamente, produtores rurais do Amazonas enfrentam desafios como isolamento geográfico, baixa assistência técnica, dificuldade de acesso ao crédito e limitações para comercializar a produção. Para enfrentar esse cenário, o Governo do Estado ampliou programas de inclusão produtiva e acesso a políticas públicas voltadas ao homem e à mulher do campo.

“Desde o início da nossa gestão, em 2019, trabalhamos para garantir que o produtor tenha condições de produzir mais e melhor. São eles que garantem o alimento na mesa do nosso povo”, afirma Wilson Lima.

Entre 2019 e 2025, o estado investiu mais de R$ 99 milhões na aquisição de máquinas agrícolas, motores com rabeta, embarcações, insumos e apoio a feiras agropecuárias. As ações beneficiaram cerca de 500 mil agricultores em mais de 45 municípios.

Crédito rural e regularização fortalecem agricultores

Na gestão de Roberto Cidade, os investimentos seguem ampliados para fortalecer a produção rural e impulsionar a economia do interior.

“Damos sequência a um trabalho que tem gerado resultados concretos para o interior, garantindo que os recursos cheguem a quem mais precisa e impulsionando, assim, o desenvolvimento sustentável, com geração de renda e oportunidades para a população”, destaca o governador.

Entre 2019 e 2026, o Amazonas elaborou mais de 16 mil projetos de crédito rural, que movimentaram cerca de R$ 307 milhões em propostas encaminhadas a instituições financeiras.

Além disso, o estado emitiu mais de 158 mil Cartões do Produtor Primário (CPP), quase 81 mil Cadastros da Agricultura Familiar (CAF) e mais de 37,3 mil Cadastros Ambientais Rurais (CAR).

Com a regularização documental, milhares de produtores deixaram a informalidade e passaram a acessar políticas públicas, linhas de crédito e programas de comercialização.

Os agricultores familiares também ampliaram a participação em iniciativas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme). Como resultado, houve aumento da geração de renda no interior e fortalecimento da produção destinada às escolas e instituições públicas.

Produção sustentável avança no interior do Amazonas

Na piscicultura, a produção também registrou crescimento. Com apoio da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), a produção dos piscicultores atendidos em barragens e tanques escavados aumentou 504% entre 2019 e 2026. O volume saltou de 495 toneladas para quase 3 mil toneladas de pescado.

Na área ambiental, o Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Pleapo) recebeu investimento inicial superior a R$ 1 milhão. O objetivo é fortalecer práticas sustentáveis e ampliar oportunidades para agricultores familiares, indígenas e comunidades tradicionais.

De acordo com o segundo vice-presidente estadual do União Brasil, Marcellus Campêlo, o plano representa uma nova etapa para o setor primário do estado.

“O Pleapo proporcionará visibilidade nacional ao Amazonas e possibilitará a execução de políticas públicas externas para o desenvolvimento da agroecologia e produção orgânica no estado”, afirma.

Amazonas ganha destaque nacional com produção sustentável

Os investimentos também ampliaram a presença do Amazonas em cadeias produtivas sustentáveis. Em 2026, o mel da abelha nativa Jandaíra foi eleito o melhor do Brasil durante o Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura.

O reconhecimento consolidou o Amazonas como referência nacional em produção sustentável e valorização da biodiversidade amazônica.

(*) Com informações da assessoria

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