Manaus (AM) – O parajiu-jitsu do Amazonas vive um momento de crescimento e consolidação no cenário nacional. A modalidade já reúne mais de 100 paratletas federados no estado e amplia presença em academias da capital e do interior. Apesar dos resultados expressivos em competições nacionais, atletas e dirigentes ainda enfrentam dificuldades por falta de apoio para viagens e participação em torneios.
Segundo Leandro Lucas, presidente da Federação Amazonense de Jiu-Jitsu Paradesportivo, cerca de 80% das academias de Manaus e do interior já possuem pessoas com deficiência integradas aos treinamentos.
“Manaus é celeiro de atletas e também paratletas do jiu-jitsu”, destacou.
Amazonas soma 20 medalhas em competições nacionais
No primeiro semestre deste ano, atletas amazonenses disputaram duas competições fora do estado e conquistaram 20 medalhas.
No 2º Campeonato Brasileiro de Parajiu-Jitsu Gi e No Gi, realizado em Niterói, a delegação conquistou 11 medalhas: três ouros, duas pratas e seis bronzes.
Durante o evento, Leandro Lucas recebeu o Selo Internacional de Inclusão da World Parajiu-Jitsu Federation, reconhecimento concedido a nomes de destaque no desenvolvimento do parajiu-jitsu mundial.
Já na Copa Arnold de Parajiu-Jitsu, em São Paulo, o Amazonas fechou a competição com nove medalhas: cinco ouros, duas pratas e duas de bronze. A equipe terminou na quarta colocação geral entre delegações de todo o país.
Paratletas amazonenses se destacam no tatame

Entre os atletas medalhistas estão Ronaldo Silva, campeão na categoria e no absoluto da classe E3 faixa preta; Maurício Nogueira, campeão da categoria e vice no absoluto da classe A3 faixa preta; e Matheus Segadilha, campeão da categoria L2 faixa preta.
Também conquistaram medalhas Fran Gennesis, vice-campeã na categoria e bronze no absoluto, além de Thiago Oliveira, campeão na categoria e bronze no absoluto.
Os resultados reforçam o crescimento técnico do parajiu-jitsu amazonense e consolidam o estado como uma das referências da modalidade no país.
Falta de apoio limita participação em torneios
Apesar do desempenho positivo, a falta de incentivo ainda reduz a presença dos atletas em competições nacionais e internacionais.
Segundo Leandro Lucas, o principal desafio envolve custos com deslocamento, hospedagem e apoio institucional.
“Precisa de mais condições do poder público para que os paratletas possam competir em âmbitos nacionais e internacionais”, afirmou.
O dirigente também explicou que o número de atletas nas delegações poderia ser maior caso existisse mais suporte financeiro.
“Devido à falta de apoio, não mantivemos o número do evento passado”, disse.
Esporte promove inclusão e recomeço
Além das medalhas, o parajiu-jitsu tem desempenhado papel importante na inclusão social e no fortalecimento emocional de pessoas com deficiência.
Para muitos atletas, o esporte representa uma oportunidade de reconstrução física, social e psicológica após mudanças profundas na vida.
“Desistir de praticar esporte não é opção. Venha para o tatame, que lá será bem acolhida, com muita empatia”, destacou Leandro Lucas.
Números do parajiu-jitsu amazonense no semestre
- 11 medalhas no Campeonato Brasileiro de Parajiu-Jitsu Gi e No Gi
- 9 medalhas na Copa Arnold de Parajiu-Jitsu
- 20 medalhas conquistadas no total
- Mais de 100 paratletas federados no Amazonas
- Cerca de 80% das academias do estado com inclusão de pessoas com deficiência nos treinos
Leia mais:
