O presidente do Paraguai, Santiago Peña, determinou a retirada de telões publicitários que exibiam imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado de mensagens consideradas provocativas em Cidade do Leste, município paraguaio que faz fronteira com Foz do Iguaçu (PR).
Os painéis apareceram na sexta-feira (29) e rapidamente geraram repercussão entre moradores da região. Além disso, algumas estruturas foram alvo de vandalismo após a divulgação das imagens.
Cartazes exibiam mensagens provocativas
As peças publicitárias mostravam uma montagem de Bolsonaro sentado sobre um jogador paraguaio. Ao lado da imagem, apareciam frases como “Brasil mandou e desmandou no campo e na política” e “o Hexa é nosso”.
A exibição dos cartazes provocou críticas e reações nas redes sociais, além de questionamentos por parte das autoridades locais.
Santiago Peña condena ação
Por meio de uma publicação na rede social X, Santiago Peña informou que determinou a retirada imediata dos telões e de qualquer outra instalação irregular em espaços públicos.
Além disso, o presidente afirmou que esse tipo de manifestação não contribui para a boa convivência entre os países.
Segundo Peña, a medida busca preservar o respeito mútuo entre paraguaios e brasileiros.
Prefeitura abriu investigação
Antes mesmo do posicionamento do governo nacional, a Prefeitura de Cidade do Leste já havia anunciado a abertura de um processo administrativo e o encaminhamento de uma denúncia ao Ministério Público.
O objetivo é identificar os responsáveis pela instalação das imagens na cabeceira da Ponte da Amizade, principal ligação terrestre entre Paraguai e Brasil na região.
A administração municipal também solicitou esclarecimentos à empresa Fast Print, responsável pela estrutura utilizada para a exibição dos cartazes.
“Repudiamos veementemente a instalação de cartazes ofensivos que prejudicam a imagem, a dignidade e o respeito ao Paraguai”, afirmou a prefeitura em trecho do comunicado oficial.
Empresa nega responsabilidade pelo conteúdo
Em nota, a Fast Print informou que as imagens foram resultado de uma “ação externa não autorizada”.
Além disso, a empresa destacou que o conteúdo exibido não representa sua posição institucional nem seus princípios.
O caso segue sob apuração das autoridades paraguaias, que buscam esclarecer a origem e a autoria da ação.
(*) Com informações do SBT News
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