Uma nova testemunha denunciou o lutador e professor de jiu-jítsu Melqui Galvão por estupro e afirmou ter sofrido cinco abusos enquanto participava do projeto social coordenado por ele. Com o novo relato, subiu para nove o número de mulheres que registraram boletins de ocorrência contra o treinador.
Vítima relata supostos abusos
Em entrevista ao telejornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, a mulher contou que dependia de ajuda financeira para disputar campeonatos e afirmou que Melqui teria usado essa situação para atraí-la.
“Eu não tinha como pagar esse campeonato. Eu tinha feito uma rifa, mas não consegui vender tudo. Ele falou que ia me dar o dinheiro, mas a gente tinha que conversar primeiro. Só que ele me levou para um hotel, e eu perguntei por que ele tinha que me levar para aquele lugar”, relatou.
Segundo a denunciante, os abusos ocorreram durante o período em que ela integrava o projeto social.
Investigações ganharam novos relatos
A Polícia Civil investiga Melqui Galvão por estupro, estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento à prostituição, invasão de dispositivo informático e ameaça.
Além disso, o caso ganhou novos desdobramentos após uma ex-aluna de 17 anos denunciar abusos que teriam ocorrido durante uma competição internacional. Desde então, outras atletas procuraram as autoridades e relataram episódios semelhantes supostamente ocorridos ao longo dos últimos anos.
Prisão preventiva
Atualmente, Melqui Galvão permanece preso preventivamente por determinação da Justiça de São Paulo.
Durante a operação realizada em Manaus, os agentes também prenderam o irmão dele, Enoque Galvão. Enquanto isso, as autoridades seguem ouvindo testemunhas e reunindo elementos para o andamento das investigações.
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