O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (4), durante a Marcha para Jesus, em São Paulo, que “o mal vai ser expulso do governo do Brasil” e que o país enfrenta uma “guerra espiritual”. O evento foi realizado no feriado de Corpus Christi e reuniu lideranças políticas e religiosas.

Flávio Bolsonaro evita temas políticos e reforça discurso religioso

Durante sua participação, o senador declarou:

“Vamos orar pelo nosso Brasil, essa guerra é espiritual. Maior resposta que podemos dar ao mal que vai ser expulso do governo do Brasil esse ano”, afirmou.

Logo antes de subir ao trio elétrico, ele também destacou:

“Não estou aqui como candidato, estou aqui como cristão”, disse o senador, que é pré-candidato ao Planalto em 2026, embora não tenha participado das edições anteriores do evento.

Além disso, Flávio evitou responder perguntas sobre política. Questionado sobre possíveis impactos de tarifas dos Estados Unidos em sua candidatura, ele afirmou que não era o momento adequado para tratar do tema.

Governo Lula e presença de Jorge Messias no evento

O advogado-geral da União, Jorge Messias, também participou da Marcha e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao reforçar o caráter religioso do encontro.

“O presidente Lula me enviou aqui, ele me pediu algumas coisas: me pediu pra levar o amor, a palavra de amor e de comunhão, e disse que aqui não é lugar pra comício” declarou.

Messias permaneceu discretamente no evento e interagiu com poucos participantes do trio, segundo relatos.

Alianças políticas e bastidores no trio elétrico

Flávio Bolsonaro dividiu o espaço com nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.

Além disso, também estiveram presentes o advogado-geral da União Jorge Messias, deputados e pré-candidatos ao Senado.

Tarcísio de Freitas mistura fé e discurso político

Durante a programação da tarde, Tarcísio de Freitas cantou louvores e foi chamado de “governador excepcional” pelo apóstolo Estevam Hernandes.

Em seu discurso, o governador afirmou:

“A gente pode ser perseguido mas não será desamparado”, disse. “Pode ser derrubado mas vai ser levantado. Quem crê nisso?”

Flávio Bolsonaro interage com público e canta hino religioso

Já no palco principal, Flávio Bolsonaro pediu orações e participou ativamente da programação religiosa.

“Eu sei que as mulheres oram mais que os homens, mas peço a todos que orem por Jair Messias Bolsonaro. Orem pelo Brasil que vai voltar a ser uma nação irmã de Israel. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, disse Flávio.

Ele também cantou o hino gospel “Hino da Vitória” e foi cercado por apoiadores após o discurso, em meio a pedidos de selfies e manifestações de apoio.

Evento reúne milhares e tem forte presença política

A Marcha para Jesus chegou à sua 34ª edição com o tema “todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor”.

Segundo o Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a ONG More in Common, cerca de 33,8 mil pessoas participaram do evento no pico da concentração, com margem de erro de 12%.

Ronaldo Caiado participa ao final e reforça discurso político

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) chegou ao evento acompanhado do presidente do PSD, Gilberto Kassab, após a saída de outras lideranças.

Caiado declarou:

“Esse povo que foi escolhido para ser o povo de Deus tem que ser governado por alguém que tem integridade moral, capacidade de dizer aos jovens que não serão subordinados ao narcotráfico, não vão viver diante de um governo de corrupção, mas vão viver diante de um governo de esperança e realizações. Se chegarmos lá, nós vamos devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, disse Caiado em seu discurso.

Organização e presença de autoridades

A organização informou que a marcha seguiu planejamento logístico para evitar riscos na dispersão do público. O evento reuniu autoridades religiosas e políticas em diferentes momentos, embora nem todos tenham permanecido no mesmo espaço ao longo da programação.

(*) Com informações da Folha de S.Paulo

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