A estimativa para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas no Amazonas em 2026 é de 60,1 mil toneladas. O volume representa queda de 16,1% em relação a 2025, quando a produção foi de 71,6 mil toneladas. A redução equivale a 11,5 mil toneladas.

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A soja e o arroz concentram a maior parte da produção e respondem por 85,6% do total previsto para 2026, com estimativa de 51,5 mil toneladas.

Entre as culturas analisadas, o milho de primeira safra apresenta a maior queda, com redução de 59,6%. O café canephora deve recuar 42%, enquanto o feijão de primeira safra tem queda estimada de 22,4%. A produção prevista para 2026 é de 7,5 mil toneladas de milho, 1,4 mil tonelada de café canephora e 1 mil tonelada de feijão.

Por outro lado, apenas duas culturas apresentam crescimento. O tomate deve registrar alta de 6,8%, com produção estimada de 47 toneladas. A laranja também deve crescer 5,6%, com previsão de 3 mil toneladas.

Na área a ser colhida, o IBGE projeta aumento de 5,5% para a laranja e de 4,1% para o tomate. No entanto, oito das doze culturas pesquisadas devem registrar queda de área. As maiores reduções ocorrem no milho de primeira safra (-58%), no café canephora (-47,1%) e no feijão de primeira safra (-20,8%).

As maiores áreas colhidas previstas no estado são de mandioca (73,7 mil hectares), soja (11,5 mil hectares) e banana (9,5 mil hectares).

Em relação ao rendimento médio, o levantamento indica aumento no cacau, com alta de 13,8% (79 kg/ha), e no café canephora, com crescimento de 9,6% (141 kg/ha).

O restante das culturas apresenta estabilidade ou variações pouco significativas no rendimento médio. O milho de primeira safra deve registrar queda de 3,5%, enquanto o feijão de primeira safra tem recuo de 1,9%.

(*) Com informações da Assessoria

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