Líder do Grupo C, o Brasil entra em campo nesta quarta-feira (24) dependendo apenas de uma vitória sobre a Escócia para assegurar a classificação às fases eliminatórias na primeira colocação da chave.
No entanto, até mesmo uma derrota pode garantir a presença da Seleção Brasileira no mata-mata. Caso isso aconteça, a equipe poderá avançar de fase terminando a rodada na terceira posição do grupo, uma situação inédita na história do país em Copas do Mundo.
Brasil costuma avançar entre os primeiros colocados
Ao longo de sua trajetória nos Mundiais, a Seleção Brasileira se acostumou a encerrar a fase de grupos na liderança. Além do desempenho esportivo, a primeira colocação normalmente facilita a logística das equipes durante a competição.
As exceções mais recentes ocorreram em 2010, na África do Sul, quando o Brasil terminou em segundo lugar no Grupo G, atrás de Portugal, após conquistar duas vitórias e um empate. Situações semelhantes também aconteceram nas edições de 1974 e 1978, disputadas sob formatos diferentes dos atuais.
Desta vez, porém, a Seleção pode alcançar um feito inédito. Se perder para a Escócia, permanecerá com quatro pontos, enquanto os escoceses chegarão a seis. Ao mesmo tempo, caso Marrocos vença o Haiti, alcançará sete pontos e assumirá a liderança do grupo, empurrando o Brasil para a terceira colocação.
Terceiros colocados também avançam na Copa de 2026
A principal novidade da Copa do Mundo de 2026 está no formato de classificação para a fase eliminatória. Além dos dois primeiros colocados de cada grupo, os oito melhores terceiros colocados também garantem vaga no mata-mata.
Com isso, as possibilidades de classificação aumentam significativamente. Uma seleção pode avançar mesmo sem terminar entre as duas primeiras de sua chave, desde que apresente desempenho superior ao de outras equipes que encerrarem a fase de grupos na terceira posição.
Por isso, a disputa entre os terceiros colocados promete ser uma das mais equilibradas desta edição. Até o fechamento desta reportagem, cinco das oito equipes mais bem posicionadas entre os terceiros colocados somavam a mesma pontuação, o que tornava os critérios de desempate decisivos para a definição das vagas.
Classificação de terceiros já aconteceu em outras Copas
Embora seja uma novidade no atual formato com 48 seleções, a classificação de terceiros colocados não é inédita na história da Copa do Mundo.
Nas edições de 1986, 1990 e 1994, o torneio reuniu 24 seleções distribuídas em seis grupos. Naquele modelo, além dos dois primeiros de cada chave, os quatro melhores terceiros colocados avançavam para as oitavas de final.
Em 1994, por exemplo, a Itália avançou como terceira colocada do grupo e chegou à decisão da competição. Na final, acabou derrotada pelo Brasil, que conquistou o tetracampeonato mundial.
Já em 1990, foi a vez da Argentina garantir vaga no mata-mata após terminar a primeira fase na terceira posição de sua chave. A equipe também alcançou a final, mas acabou superada pela Alemanha.
Mudança de formato amplia competitividade
A partir da Copa do Mundo de 1998, o torneio passou a contar com 32 seleções e adotou o formato que permaneceu até a edição de 2022, classificando apenas os dois melhores de cada um dos oito grupos.
Agora, com a expansão para 48 participantes, a Fifa retomou um modelo que amplia as oportunidades de classificação e mantém a disputa aberta até as últimas rodadas da fase de grupos.
Dessa forma, mesmo diante de um resultado negativo contra a Escócia, o Brasil ainda poderá seguir sonhando com mais uma campanha rumo ao título mundial.
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