A promotora de Justiça do Amazonas Marlinda Maria Dutra de Oliveira, de 58 anos, morreu afogada nesta quarta-feira (19) na Praia do Papa Gente, em Praia do Forte, no município de Mata de São João, litoral da Bahia. Uma amiga que estava com ela também se afogou, mas foi resgatada com vida e encaminhada para atendimento médico.
Segundo informações do site Mais Região, as duas mulheres teriam entrado no mar em uma área localizada após os corais, trecho conhecido pela força das ondas e pela presença de correnteza de retorno.
Salva-vidas de condomínios próximos perceberam a situação e iniciaram o resgate. A amiga da promotora, identificada como Terezinha, foi retirada da água ainda com vida, enquanto Marlinda já estava sem sinais vitais. No corpo da promotora foram observadas escoriações, possivelmente provocadas pelo impacto contra corais e pedras da região.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência. Salva-vidas de hotéis localizados na faixa litorânea também participaram do resgate e utilizaram um desfibrilador durante os procedimentos de socorro.
A mulher resgatada com vida foi encaminhada por uma aeronave do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer) para receber atendimento médico. Policiais militares da 53ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e agentes da Guarda Municipal também deram apoio à ocorrência.
Promotora participava de congresso na Bahia
Marlinda estava em Salvador para participar do 3º Congresso Conamp Mulher, evento nacional voltado ao debate e à valorização da atuação das mulheres no Ministério Público.
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) lamentou a morte e destacou a trajetória da promotora na defesa da sociedade e no serviço público.
Marlinda atuava à frente da 41ª Promotoria de Justiça Especializada em Fazenda Pública, em Manaus. Segundo o MPAM, sua trajetória foi marcada pela dedicação às funções, ao serviço público e à defesa dos direitos da população.
Em nota, a instituição afirmou que a promotora deixa como legado o compromisso com a Justiça e com a atuação do Ministério Público amazonense, tanto na capital quanto no interior.
O MPAM também destacou o papel de Marlinda como mãe, filha, esposa e amiga, ressaltando a forma como conciliava a vida familiar com a dedicação à carreira pública.
Corpo será levado para Manaus
O corpo da promotora será trasladado para Manaus, onde será realizado o velório. O MPAM manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e demais pessoas que conviveram com Marlinda.
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