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Aumento do material escolar

Com volta às aulas, famílias reclamam do alto preço do material escolar em Manaus

Apesar da movimentação no comércio, a população reclama do aumento do preço dos itens escolares em Manaus. Porém, um economista esclarece caminhos para economizar

Segunda Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares, o aumento do material escolar é de 30% - Foto: Gabriela Brasil

Manaus (AM) – O início do ano letivo é o momento em que os pais e responsáveis começam a se preocupar com os gastos em relação ao material escolar. Apesar da movimentação no comércio, os consumidores reclamam do aumento do preço dos itens escolares em Manaus. Porém, um economista esclarece caminhos para economizar.

Com a volta das aulas presenciais dos estudantes da rede estadual e municipal de ensino, muitos pais e mães procuram os materiais escolares para o retorno dos filhos nas salas de aula. Entretanto, a busca pelos itens pode ser uma nova preocupação, em razão da alta dos preços dos produtos que acompanham o crescimento da inflação e do dólar, conforme a Segunda Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares. A estimativa do aumento é de 30%.

Além disso, de acordo com o levantamento realizado entre os dias 17 e 18 de janeiro pela Confederação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas (IFPEAM), cinco estabelecimentos consultados pelo estudo apresentaram variação de preços em diversos itens escolares em Manaus.

O item com maior variação foi a régua, que chegou a 1523%. Já o segundo foi a borracha plástica branca, com 733%. No total, 47 materiais básicos escolares foram consultados como lapiseiras, tesoura sem ponta, papel sulfite, apontador borracha e caderno de 10 materiais. A soma do preço total mínimo de todos os itens chegou a R$ 63,55, já a máxima alcançou o valor de R$ 80,57.

Dicas para economizar

O início de ano é sempre marcado pela preocupação com impostos, assim como pelos altos gastos com o material escolar. Nesse sentido, para o economista Origenes Martins, uma das melhores formas de economizar é reaproveitar o item escolas de outros anos. “Muita gente não gosta de reutilizar e reaproveitar o material, mas isso deveria ser uma prática”, explica Origenes Martins.

Famílias tem usado a criatividade para fugir dos altos preços. Foto: Agência Brasil

Outra dica recomenda pelo economista é apostar em uma extensa pesquisa de preços em diferentes lojas para encontrar materiais mais baratos.

“Uma prática mais do que saudável pela busca pelos preços melhores é a pesquisa. Buscar em vários fornecedores e fazer a comparação de preços porque é notória a diferença de preços entre os fornecedores. Então aqueles que não fizeram a sua poupança, para poder fazer frente aos altos custos dos materiais, podem procurar outros locais que estão vendendo mais barato. Assim, buscar produtos que tragam custo-benefício e preços que se encaixam nesse orçamento que é sempre apertado em início de ano”, afirma.

Mães encontram preços altos

A universitária de logística, Jéssica Sampaio, de 28 anos, foi umas das mães que foi ao Centro, Zona Centro-Sul de Manaus, enfrentar os preços do material escolar. Para a estudante, os preços dos artigos escolares estão mais caros do que em relação aos anos anteriores.

Assim, para economizar no bolso, Jéssica prefere comprar os itens requisitados na lista de materiais escolares em lugares diferentes.

“O preço está extremamente caro, na verdade, acho que está 50% mais caro do que eu costumava comprar. Você tem que pesquisar, se for comprar só em um canto você vai encontrar preços nas alturas. O papel gráfico e todos os tipos de papeis são muito caros, até os livros mantiveram um pouco os valores”, diz a estudante.

Seguindo a mesma lógica, a dona de casa Lorena Santos, de 30 anos, também prefere comprar o material escolar em lojas diferentes para driblar os preços exorbitantes. “Para mim tem lugares que estão muito caros, mas tem outros que se procurar bem, tem como encontrar um preço mais em conta”, conta.

Outra estratégia, seguida por Jéssica, para não gastar tanto é comprar materiais escolares de marcas mais baratas no mercado. Além disso, procura também dialogar com os professores para comprar os artigos em quantidades menores e em conjunto com outras mães.

“O que eu mais tento fazer é conversar com o professor para comprar os materiais em menor quantidade. Por exemplo, se o professor pede 12 lápis coloridos tento acertar com ele para comprar apenas 6 e outra mãe também complementa com mais 6 lápis”, explica Jéssica.

Comércio

Apesar do aumento dos preços na lista dos itens escolares, muitos comerciantes afirmam observar uma grande demanda nas livrarias e nas lojas de papelaria.

De acordo com o gerente de um estabelecimento que comercializa materiais escolares no centro da cidade, Giovanne Carvalho, os itens mais vendidos são o caderno, lápis, borracha e apontador. “De um modo geral, tudo que é envolvido com o material escolar está sendo vendido rapidamente”, diz.

Enquanto que ano passado muitos estabelecimentos foram afetados pela pandemia, esse ano houve uma melhora nas vendas, ainda mais com o retorno das aulas presenciais, segundo Giovanne.

Já para gerente de uma livraria, Eric Lira, as vendas melhoraram em relação ao ano de 2021 o que indica uma estabilidade no setor. Porém, ainda não voltaram ao mesmo patamar de vendas do período pré-pandemia.  

“As vendas estão muito melhores que o ano passado, visto que nessa época a gente estava com as portas fechadas, então a gente está trabalhando presencialmente e virtualmente. As vendas estão boas, mas, se comparado ao ano retrasado, onde a gente estava funcionando de verdade, elas estão muito abaixo, mas estou confiante que em fevereiro ainda vai melhorar”, diz.

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