Uma remessa de “jets” contendo maconha líquida chegou a Manaus na quarta-feira (14), mas a polícia interceptou os dispositivos antes que eles seguissem para Boa Vista, em Roraima. Cada unidade, semelhante a um cigarro eletrônico, vale entre R$ 500 e R$ 600 no mercado ilegal.
O Denarc (Departamento de Investigação sobre Narcóticos) coordenou a ação e trocou informações com a Receita Federal. Por isso, a operação conseguiu localizar e apreender a carga.
O que são os “jets” de maconha líquida
Os “jets” funcionam como vapes descartáveis. Cada unidade contém maconha líquida com 82% de THC, a substância psicoativa da cannabis. A embalagem informa que cada dispositivo permite cerca de 600 tragos.
Assim, os “jets” oferecem riscos elevados. A ingestão pode causar ansiedade intensa, taquicardia, desorientação e até episódios psicóticos, especialmente entre jovens.
Por que a droga é perigosa

Além do alto teor de THC, o formato discreto facilita o consumo sem que os usuários percebam a dose. Portanto, qualquer contato com a droga representa risco sério.
O delegado Rodrigo Torres alertou:
“O THC é proibido no Brasil e qualquer comercialização constitui crime de tráfico de drogas. Por isso, pais e responsáveis devem observar o comportamento e os pertences dos filhos, como bolsas e quartos.”
Investigações continuam
O Denarc investiga remetentes e destinatários da remessa. Em seguida, a polícia pretende identificar todos os integrantes da rede criminosa que distribui os “jets”.


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