A presença do pré-candidato a deputado federal Coronel Menezes na chamada Caminhada pela Liberdade, iniciativa liderada pelo deputado Nikolas Ferreira, provocou mais controvérsia do que adesão.
Menezes apareceu no ato de forma repentina; por isso, críticos interpretaram a atitude como uma tentativa de capitalizar politicamente um movimento do qual não participou da organização.
Críticas nas redes sociais
A mobilização prevê um percurso superior a 200 quilômetros, ligando Paracatu (MG) a Brasília (DF), com chegada estimada para o domingo (25).
Embora o objetivo seja alcançar projeção nacional, a participação de Menezes despertou críticas relacionadas a possível oportunismo e a uma tentativa de retomar espaço político perdido.
Além disso, um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou Menezes sendo apresentado a Nikolas por sua filha, a deputada estadual Débora Menezes. Veja algumas das críticas:

Nas imagens, o pré-candidato aparece de forma precipitada, em uma cena que muitos internautas classificaram como artificial e desconfortável.
Mesmo com a postura educada de Nikolas no encontro, o episódio reforçou a avaliação de que Menezes busca se vincular a lideranças com maior alcance popular para recuperar visibilidade.
No entanto, internautas apontam que o pré-candidato não demonstra capital político próprio.
Distanciamento do bolsonarismo
Em conversas reservadas, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no Amazonas afirmam que Menezes já não integra o núcleo de influência do bolsonarismo no estado.
Conforme fontes do campo conservador, o pré-candidato perdeu densidade política e enfrenta resistência até mesmo entre grupos ideológicos que tenta representar.
Nesse contexto, a aproximação com Nikolas Ferreira é vista menos como alinhamento programático e mais como uma manobra para voltar ao centro das atenções eleitorais.
Retomada sem sustentação política
Nos últimos meses, Menezes tem buscado retomar espaço no debate público. Entretanto, encontra dificuldades para construir uma base de apoio consistente.
Avaliações críticas indicam que suas aparições recentes priorizam a exposição midiática, sem articulação política estruturada ou respaldo popular significativo.
A ida a Minas Gerais é interpretada, portanto, como mais um esforço para evitar o apagamento político, em um cenário no qual outras lideranças da direita assumem maior protagonismo.
Ao tentar se associar a uma mobilização de alcance nacional conduzida por Nikolas, Menezes acaba, segundo adversários, reforçando a percepção de fragilidade política. A estratégia transmite a imagem de dependência de iniciativas alheias para ganhar projeção.
Nos bastidores, a avaliação predominante é que a tentativa de se apropriar da visibilidade do ato pode aprofundar o desgaste do pré-candidato, em vez de fortalecer sua posição junto ao eleitorado conservador do Amazonas.
De forma direta, Nikolas deixou claro que não aceita o uso do movimento com objetivos eleitorais. “Estou me lixando se você é candidato a alguma coisa. Isso aqui não é parada eleitoreira”, afirmou, ao criticar pedidos por cumprimentos, gravações e exposição pessoal durante a caminhada.
O deputado ressaltou ainda que interessados em disputar eleições podem até participar do trajeto, desde que não associem imagem ou discurso político ao ato.
A declaração foi interpretada como um recado objetivo a participantes ocasionais e a tentativas de explorar eleitoralmente a visibilidade da mobilização.
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