Em um movimento estratégico para o desenvolvimento regional, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) atuou diretamente para viabilizar a instalação do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (IPEAM), em Manaus.
A concretização do projeto ocorreu nesta sexta-feira (23), em Brasília, com a assinatura do Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação entre o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e o Instituto Militar de Engenharia (IME).
A iniciativa, fruto de articulação de Braga com o Ministério da Defesa e o Comando do Exército, visa transformar a capital amazonense em um polo de excelência tecnológica e de soberania nacional.
“Sempre afirmei que as duas melhores escolas de engenharia do Brasil são o ITA e o IME. O Ceará conquistou o ITA, e nós, de forma silenciosa e focada, trabalhamos para levar essa excelência do IME para o Amazonas”, destacou Braga.
A chegada do IPEAM é descrita como a materialização de um sonho construído em diversas frentes, desde diálogos com lideranças locais até a cúpula do governo federal e das Forças Armadas.
Tecnologia e soberania na Amazônia
Durante a cerimônia, o senador afirmou que a instalação do instituto representa o aporte de “alta tecnologia em solo amazonense”, reconhecendo o papel histórico do Exército como “sentinela da soberania e promotor de cidadania em áreas isoladas”.
O projeto parte da visão de que a defesa moderna da Amazônia depende do conhecimento, considerado a principal arma estratégica do século XXI. Com a assinatura do termo, o Amazonas passa a abrigar uma extensão do prestigiado IME, uma das principais escolas de engenharia do país, descentralizando a excelência antes concentrada nas regiões Sul e Sudeste.
Inicialmente, o novo centro funcionará nas instalações do 4º Centro de Geoinformação e do próprio Censipam, em Manaus.
Polo de inovação com foco em áreas estratégicas
O IPEAM não será apenas uma extensão acadêmica, mas um polo de inovação disruptiva com plano de implantação de seis anos. O foco principal está em áreas que estão na fronteira do conhecimento mundial e são vitais para o futuro da região:
- Inteligência Artificial (IA): voltada para o mapeamento ambiental e a ciberdefesa;
- Tecnologias quânticas e biotecnologia: pesquisas direcionadas à biodiversidade amazônica;
- Transição energética: desenvolvimento de soluções sustentáveis para a matriz regional;
- Monitoramento ambiental: uso de satélites e drones para a proteção da floresta.
Para viabilizar o início das operações, Eduardo Braga anunciou a destinação de emendas parlamentares ao orçamento, garantindo suporte financeiro para que o IME se estabeleça no Amazonas.
Segundo o parlamentar, a presença do IPEAM leva a pesquisa para onde o desafio está, evitando que soluções para a Amazônia sejam definidas fora da região.
Formação acadêmica e impacto social
Um dos pilares do IPEAM será a formação de recursos humanos qualificados. A infraestrutura prevista inclui salas de aula híbridas e laboratórios de IA, permitindo que estudantes em Manaus interajam em tempo real com pesquisadores do Rio de Janeiro.
A expectativa é que, no segundo semestre de 2026, tenham início cursos de mestrado e doutorado, com a oferta inicial de cerca de 70 bolsas.
“Nossos jovens poderão ser diplomados pelo IME sem sair de sua terra”, ressaltou Braga, destacando que essa formação será essencial para liderar a Indústria 4.0 e os bionegócios na região.
Base educacional no interior do Amazonas
Além da pós-graduação, o instituto também terá impacto direto na educação básica. Um projeto-piloto de extensão universitária será lançado em Itacoatiara, oferecendo reforço escolar para alunos do ensino médio e capacitação para professores.
A proposta amplia o alcance social do IPEAM e fortalece a interiorização do conhecimento científico e tecnológico no Amazonas.
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