O piloto Fernando Lúcio Moreira dos Santos, de 40 anos, que morreu na queda de um avião monomotor na manhã deste sábado (21), no Aeroclube de Manaus, era reconhecido pela atuação na formação de novos pilotos no Amazonas.

Instrutor de voo e diretor do Centro de Instrução de Aviação Civil do Aeroclube do Amazonas, ele dedicou os últimos anos à capacitação de profissionais da aviação. Conforme informações do próprio Aeroclube, Fernando atuava no local há seis anos, período em que consolidou sua trajetória como referência no ensino técnico aeronáutico.

Experiência e atuação na aviação

Com mais de 1.500 horas de voo registradas — sendo mais de 400 apenas na aeronave envolvida no acidente —, o piloto acumulava experiência relevante em operações aéreas, principalmente na instrução prática.

Além disso, Fernando também exercia a função de coordenador de instrução, sendo responsável por orientar alunos e supervisionar atividades de voo. Dessa forma, ele participava diretamente da formação de novos profissionais da aviação no estado.

Reconhecimento entre colegas

No ambiente de trabalho, o instrutor era respeitado e admirado pelos colegas. Segundo relatos, ele se destacava não apenas pela experiência técnica, mas também pela postura no dia a dia.

Um amigo próximo, que preferiu não se identificar, afirmou que Fernando era “querido por todos” e conhecido pelo espírito colaborativo.

“Era um paizão. Sempre ajudava todo mundo, principalmente quem estava começando”, relatou.

Assim, o reconhecimento vinha tanto pela competência profissional quanto pela forma como se relacionava com alunos e colegas.

Vida pessoal e comoção

Fora da rotina de voo, Fernando vivia um momento especial na vida pessoal. Ele havia se tornado pai há apenas cinco meses e deixa esposa e um filho pequeno.

Por isso, a notícia da morte causou forte comoção entre familiares, amigos e profissionais da aviação, sobretudo pelo contraste com a fase que vivia.

Acidente ocorreu durante treinamento

O acidente aconteceu durante um treinamento de rotina no Aeroclube de Manaus. A aeronave era um monomotor modelo Cessna 152, de prefixo PR-TSM.

De acordo com o Aeroclube do Amazonas, o instrutor realizava um procedimento conhecido como “toque e arremetida”, manobra comum na formação de pilotos.

Esse tipo de exercício simula um pouso seguido de decolagem imediata, sem que a aeronave pare completamente. Portanto, é uma prática essencial no treinamento, pois permite repetir etapas críticas da operação aérea.

Durante a execução, o piloto aproxima o avião da pista, toca o solo e, em seguida, acelera novamente para retomar o voo.

Legado na formação de pilotos

A morte de Fernando Lúcio deixa uma lacuna na formação aeronáutica no Amazonas. Ao longo dos anos, ele contribuiu diretamente para a formação de diversos pilotos que hoje atuam no mercado.

Mais do que a experiência acumulada, colegas ressaltam o impacto humano deixado pelo instrutor, que ajudava a formar profissionais preparados para lidar com a responsabilidade da aviação.

Agora, a investigação sobre as causas do acidente deve esclarecer o que levou à queda da aeronave.

Leia mais: