No comércio, as vendas para a Copa do Mundo começam a ganhar ritmo. No entanto, neste ano, a polarização política influencia o comportamento do consumidor e direciona a demanda.
Lojistas registram aumento na procura por peças nas cores azul e preto. Por outro lado, as tradicionais camisas verde e amarelo apresentam menor saída nas prateleiras.
Lojas registram alta na procura por azul e preto
Na loja Patrícia Herreira, localizada na rua Marechal Deodoro, no Centro, os itens mais procurados são camisas do Brasil nas cores azul e preto.
A vendedora Edna Silva relata que a procura ainda é gradual. Segundo ela, a loja já trabalha com o segundo lote de produtos, mas mantém maior estoque de peças verde e amarelo.
“O modelo mais procurado com temática do Brasil é o cropped em tecido de meia e as camisas dry fit na cor azul, modelos que inclusive já acabaram. Agora, só temos a camisa do Brasil em poucas unidades da preta porque as que mais saem são azul e preto. Tem bastante estoque na cor amarelo”, informou.
Os croppeds custam R$ 35 no atacado, a partir de duas peças. Já as camisas tradicionais do Brasil custam R$ 25, independentemente da cor.
Moda feminina aposta em peças temáticas
Na GD Store, a líder Larissa da Silva confirma a tendência. Segundo ela, a demanda ainda está em fase de aquecimento.
“As cores mais procuradas são azul e branco. Reforçamos o estoque para esse período da Copa do Mundo e acreditamos que as vendas ainda vão crescer nos próximos meses. As mulheres conseguem encontrar peças temáticas do Brasil a partir de R$ 20”, disse.
A loja oferece conjuntos, croppeds, soutiens de crochê e outras peças com estampas do Brasil.

Ambulantes esperam aumento nas vendas
O vendedor ambulante Ronaldo Soares começou a vender camisas do Brasil em março. Ele afirma que a procura ainda é lenta, mas deve crescer com a proximidade do evento.
“Infelizmente, envolveram a camisa amarela em questões políticas e por isso, vemos uma queda na procura. A preferência é pelas cores azul e preto e estou com um estoque cheio de camisas amarelas. Mas acredito em aumento nas vendas e tenho expectativa de crescimento de 100% em comparação ao período normal de vendas, mensalmente”, disse.
As camisas custam R$ 40 no tecido sulanca e R$ 50 em dry fit.

Acessórios ainda têm procura tímida
A busca por acessórios segue moderada. Na loja Vitória Variedades, a operadora de caixa Ingrid Santos afirma que os itens começaram a ser expostos após o Carnaval.
“As vendas ainda estão lentas, mas acreditamos que vai melhorar nos próximos meses conforme a Copa for se aproximando”, comentou.
A loja vende pulseiras (R$ 1,99), bandeiras (R$ 5) e vuvuzelas (entre R$ 12 e R$ 15).

