O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (5) que tropas americanas resgataram, no Irã, o segundo tripulante do caça dos EUA derrubado na sexta-feira (3), em meio ao conflito entre os dois países.
Segundo autoridades do governo, um dos pilotos já havia sido localizado no dia da queda.
“Meus compatriotas americanos, nas últimas horas, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história dos EUA, para um de nossos incríveis oficiais tripulantes, que também é um coronel altamente respeitado, e que tenho a alegria de informar que agora está SÃO E SALVO!”, afirmou Trump em sua rede, a Truth Social.
Estado de saúde e operação militar
Mais tarde, Trump disse que o coronel estava “gravemente ferido”, mas não deu detalhes. Ele também declarou que não houve baixas americanas na operação, que teria mobilizado centenas de सैनिक de forças especiais.
Por outro lado, o Irã contestou a versão americana. Autoridades iranianas afirmaram ter derrubado mais quatro aeronaves envolvidas na missão e classificaram a operação como “um fracasso”.
Ameaças elevam tensão internacional
Em seguida, Trump publicou uma nova ameaça ao regime iraniano. Ele sugeriu um ataque massivo contra infraestrutura civil e energética e pressionou pela abertura do estreito de Hormuz:
“Abram a porra do estreito, seus malucos do caralho, ou vão viver no inferno! Paguem pra ver! Louvado seja Alá”.
Logo depois, um porta-voz da chancelaria iraniana afirmou que Teerã responderá com reciprocidade a qualquer ataque, mirando alvos americanos ou aliados.
Possibilidade de acordo ainda em aberto
Apesar da escalada verbal, Trump afirmou à Fox News que ainda acredita em um acordo com o Irã, possivelmente na segunda-feira (6), prazo inicial de seu ultimato.
Além disso, ele declarou ter enviado armas a manifestantes iranianos no início do ano, mas disse que intermediários curdos no Iraque teriam ficado com o armamento.
Horas depois, em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente estendeu o prazo para terça-feira (7) à noite e voltou a ameaçar Teerã.
“Se eles não colaborarem, se mantiverem [o estreito] fechado, vão perder todas as usinas de energia que têm no país”, afirmou.
Versões conflitantes sobre perdas militares
Um porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou neste domingo que investigações apontam a destruição de dois aviões de transporte C-130 e dois helicópteros Black Hawk dos EUA.
Além disso, declarações do Exército iraniano e da Guarda Revolucionária indicaram que um drone israelense Hermes-900 e um drone americano MQ-9 também foram abatidos. As forças americanas, no entanto, não confirmaram essas informações.
Detalhes sobre o caça abatido
O Irã afirmou na sexta-feira (3) ter atingido o caça americano com dois tripulantes, e o governo dos EUA não contestou que a queda tenha sido causada por artilharia iraniana.
Segundo Trump, o modelo da aeronave abatida é o F-15E. Inicialmente, a mídia estatal iraniana mencionou um F-35, mas posteriormente veículos americanos apontaram o F-15E como o modelo correto.
Relatos indicam que um dos pilotos conseguiu se ejetar e foi resgatado rapidamente.
Risco de captura aumentou pressão
As operações de busca intensificaram preocupações de que o segundo militar desaparecido pudesse ser capturado pelo regime iraniano e usado como instrumento de pressão contra Washington. O Irã chegou a oferecer recompensa por informações.
Em comunicado posterior, Trump afirmou que forças iranianas estavam próximas de localizar o militar antes do resgate.
“O Exército iraniano estava empenhado em uma busca intensa, com grande efetivo, e se aproximando cada vez mais”.
Segundo ele, a missão americana foi “uma demonstração INCRÍVEL de bravura e talento de todos!”.
Escalada militar e precedentes
O comandante operacional iraniano, Khatam al-Anbiya, afirmou que um novo sistema de defesa aérea foi utilizado no ataque e que o país busca controle total de seu espaço aéreo.
Imagens verificadas pela CBS News mostram aeronaves voando baixo sobre a província de Cuzistão, compatíveis com operações de resgate.
Há ainda relatos de que um A-10 Warthog pode ter sido atingido próximo ao estreito de Hormuz, com o piloto resgatado em segurança.
Este é o primeiro caso desde a Guerra do Iraque em que um caça americano é abatido em território inimigo. O episódio ocorre em meio ao aumento da pressão de Trump sobre o Irã e declarações recentes de autoridades americanas sobre domínio aéreo na região.
Dessa forma, o incidente amplia a tensão entre os dois países e mantém o cenário internacional em alerta diante do risco de escalada do conflito.
(*) Com informações da Folha de S.Paulo
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