O Brasil aumentou a proporção de domicílios ocupados por aluguel e reduziu a participação de imóveis próprios, sejam quitados ou ainda em pagamento.
Em 2016, 18,4% dos imóveis eram alugados. Em 2025, esse percentual subiu para 23,8%. Ou seja, quase um em cada quatro domicílios no país é ocupado por locação, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Aluguel cresce e reduz participação da moradia própria
No mesmo período, a participação de imóveis ocupados pelos proprietários caiu.
Em 2016, 73% dos domicílios eram ocupados por pessoas que tinham a propriedade do imóvel, incluindo casas quitadas ou ainda em financiamento. Em 2025, esse percentual caiu para 67%.
Apesar da redução proporcional, o número absoluto de domicílios próprios aumentou no período.
Número de imóveis alugados cresce em ritmo mais rápido
A pesquisa mostra que a quantidade de imóveis alugados passou de 12,3 milhões em 2016 para 18,9 milhões em 2025.
Além disso, o número de domicílios próprios também cresceu, passando de 48,64 milhões para 53,15 milhões no mesmo período. Ainda assim, o crescimento do aluguel ocorreu em ritmo mais acelerado.
Apartamentos aumentam participação no país
O levantamento do IBGE aponta mudança no tipo de moradia.
Os apartamentos passaram de 13,7% em 2016 para 17,1% em 2025. Em contrapartida, a participação das casas caiu de 86,1% para 82,7%.
Regiões e estados apresentam diferenças na ocupação
A Região Nordeste concentra a maior proporção de imóveis ocupados por proprietários, com 69,8% em imóveis quitados e 2,5% em pagamento.
Por outro lado, a Região Centro-Oeste registra a menor proporção, com 51,1% de imóveis quitados e 8,9% ainda em financiamento.
Entre os estados, o Maranhão lidera com 80,5% dos domicílios ocupados por proprietários. Em seguida aparecem Piauí (78,9%), Pará (76,4%), Amapá (76,1%) e Acre (74,3%).
Já as menores taxas estão no Distrito Federal (55,3%), Goiás (60,5%), Mato Grosso (61,3%), Mato Grosso do Sul (61,3%) e Roraima (62,5%).
Número de moradores por domicílio cai no país
A pesquisa também mostra redução no número médio de moradores por residência.
Em nove anos, a média caiu de 3 para 2,7 pessoas por domicílio. O Amazonas registra a maior média (3,3), enquanto Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul têm os menores índices, com 2,7.
Casas com um morador crescem no Brasil
O levantamento indica aumento das residências unipessoais, ocupadas por apenas uma pessoa.
Esse modelo cresce desde 2012, enquanto os arranjos familiares nucleares estendidos apresentam queda.
Entre os domicílios unipessoais, os homens representam 54,9% e as mulheres 45,1%.
A distribuição por idade é a seguinte:
- 15 a 29 anos: 12%
- 30 a 59 anos: 46,8%
- 60 anos ou mais: 41,2%
Diferença entre homens e mulheres se mantém estável
Os homens representam 48,8% da população, enquanto as mulheres somam 51,2%.
Em 2012, os percentuais eram semelhantes, com leve variação: 48,9% de homens e 51,1% de mulheres.
No país, há 95,1 homens para cada 100 mulheres. O índice varia entre os estados, com destaque para Tocantins e Mato Grosso, onde há mais homens que mulheres, e Rio de Janeiro, com menor proporção masculina.
(*) Com informações do Metrópoles
