O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou a aliados que não pretende abrir mão de nomear um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado.

Durante reunião no Palácio da Alvorada, na noite de quarta-feira (29), Lula afirmou que fará uma nova indicação, embora sem urgência imediata. A expectativa entre interlocutores é de que a escolha ocorra nas próximas semanas, dentro do atual mandato.

A decisão vem após o Senado Federal rejeitar o nome de Messias, em uma votação considerada desfavorável ao governo. Apesar do resultado, o presidente demonstrou tranquilidade diante da decisão do Congresso. O próprio Messias participou do encontro.

Nos bastidores, aliados reforçaram que Lula não pretende transferir a responsabilidade da indicação ao próximo governo. No entanto, o placar da votação, com apenas 34 votos favoráveis, acendeu um alerta sobre possíveis falhas na articulação política e indícios de divisão na base governista.

Ministros e lideranças, inclusive do Centrão, avaliaram que houve dificuldade na previsão do resultado no plenário. Tentativas de adiar a votação foram feitas, mas não tiveram sucesso após decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O episódio também gerou impactos na relação com o Congresso, com menções ao senador Rodrigo Pacheco entre os possíveis votos contrários. A avaliação interna é de que o governo deve agir rapidamente para garantir a próxima indicação ao STF.

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