O Amazonas gerou 2.076 empregos formais em março de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (29/4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No período, três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldo positivo no estado.
O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com 1.172 vagas. Em seguida, aparecem a Indústria, com 565 postos, e a Construção, com 420. Por outro lado, Agropecuária (-24) e Comércio (-57) apresentaram saldo negativo no mês.
Manaus registrou o maior saldo de empregos formais em março, com 1.781 novas vagas com carteira assinada. Em seguida, aparecem Iranduba (182), Parintins (43) e Tabatinga (22).
Homens ocupam maioria das vagas; jovens lideram contratações
No recorte por gênero, os homens ocuparam a maior parte das vagas, com 1.146 postos. Já as mulheres preencheram 930 empregos. Além disso, jovens de 18 a 24 anos concentraram a maioria das admissões, com 1.942 vagas.
Em relação à escolaridade, pessoas com ensino médio completo lideraram as contratações, com 1.955 vínculos no período.
Brasil cria 228 mil empregos e mantém crescimento
No cenário nacional, o Brasil criou 228.208 empregos formais em março de 2026. O resultado decorre de 2,52 milhões de admissões e 2,29 milhões de desligamentos.
Com isso, o país acumula 613.373 vagas no primeiro trimestre. Além disso, nos últimos 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, foram gerados 1,21 milhão de empregos com carteira assinada.
Atualmente, o número de vínculos formais ativos chegou a 49,08 milhões, alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com março de 2025, quando foram abertas 79.994 vagas, o resultado confirma a expansão do mercado formal.
Maioria dos estados registra saldo positivo
Em março, 24 das 27 unidades da federação tiveram saldo positivo. Os destaques foram São Paulo (+67.876), Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914).
Por outro lado, Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338) registraram queda.
Em termos proporcionais, o Acre liderou o crescimento (+0,92%), seguido por Roraima (+0,88%) e Piauí (+0,86%).
Serviços puxam geração de empregos no país
Entre os setores, Serviços liderou a criação de vagas, com 152.391 postos (+0,6%). O desempenho foi impulsionado, principalmente, por atividades administrativas, educação e saúde.
A Construção gerou 38.316 empregos, seguida pela Indústria, com 28.336 vagas. O Comércio também apresentou resultado positivo, com 27.267 postos. Em contrapartida, a Agropecuária registrou saldo negativo de -18.096.
Jovens e pessoas com ensino médio lideram contratações
A geração de empregos foi positiva tanto para mulheres (132.477 vagas) quanto para homens (95.731). Além disso, jovens de até 24 anos representaram 72,6% do saldo total, com 165.785 postos.
Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo lideraram as admissões (183.037), seguidos por pessoas com nível superior (23.265).
Salário médio recua em março
O salário médio real de admissão em março de 2026 foi de R$ 2.350,83. O valor representa queda de R$ 17,50 (-0,7%) em relação a fevereiro. No entanto, na comparação anual, houve aumento de R$ 41,80 (+1,8%).
Entre trabalhadores típicos, o salário médio foi de R$ 2.397,89. Já entre os não típicos, ficou em R$ 2.019,09.
(*) Com informações do Governo Federal
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