Um conflito envolvendo membros da antiga Família Imperial do Brasil veio a público após uma disputa pelo acesso ao Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis. O caso envolve o príncipe Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança, que afirma ter sido impedido de entrar no imóvel onde diz residir desde a infância.

Segundo a versão apresentada no processo, o príncipe teria sido barrado por seguranças no último dia 9 ao retornar ao palácio, após sair para praticar exercícios. Ele afirma ter conseguido entrar posteriormente, mas relata ter ficado retido no interior do imóvel e acionado a Polícia Militar por temer por sua segurança.

Polícia foi acionada e caso terminou na delegacia

A Polícia Militar informou que agentes do 26º BPM foram acionados para atender uma ocorrência de invasão de residência no local. Em nota, a corporação afirmou que houve resistência à ordem de saída e que foram utilizados instrumentos de menor potencial ofensivo.

O episódio terminou na delegacia.

Justiça concedeu reintegração de posse

No dia 12, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar determinando a reintegração de posse do imóvel em favor de Dom Pedro Tiago, após pedido da defesa do príncipe. A decisão ordena a desocupação do palácio pela Companhia Imobiliária de Petrópolis, ré no processo.

No dia seguinte, o príncipe retornou ao local, mas afirma ter encontrado o imóvel com fechaduras trocadas e não conseguiu acessar seus pertences.

Disputa envolve possível venda de imóvel histórico

O Palácio do Grão-Pará, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1930, é alvo de outra ação judicial e estaria avaliado em cerca de R$ 70 milhões.

O imóvel pertence à Companhia Imobiliária de Petrópolis, que tem integrantes da própria família no quadro societário, segundo informações do processo.

Herdeiro afirma ser legítimo ocupante do palácio

A defesa de Dom Pedro Tiago sustenta que ele é o legítimo ocupante do imóvel há décadas e que busca preservar a memória histórica da família no local.

A ação também envolve pedido de usucapião, com o príncipe como autor e a companhia como ré.

Palácio tem longa história ligada à Família Imperial

Construído entre 1859 e 1861, o palácio serviu inicialmente como residência de funcionários da Corte Imperial. Após a Proclamação da República, o prédio teve diferentes usos, incluindo tribunal de justiça, escola e sede diplomática.

Após a revogação do banimento da Família Imperial em 1925, voltou a ser associado aos descendentes da antiga monarquia brasileira.

*Com informações do Extra

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