O grupo jurídico Prerrogativas pediu à Polícia Federal (PF) a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria sido incentivado a apresentar informações falsas sobre o financiamento de um documentário a respeito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em troca de benefícios judiciais.
O pedido foi divulgado em meio à repercussão de áudios e documentos atribuídos ao ex-dono do Banco Master. Segundo reportagem da revista Veja, os materiais apontariam pagamentos de até R$ 30 milhões relacionados à produção audiovisual e a repasses ao Instituto Lula.
Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, afirmou ter recebido informações de que Vorcaro teria sido estimulado a declarar que financiou um documentário em troca de vantagens judiciais. Entre as supostas contrapartidas estariam a soltura do pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, após o segundo turno das eleições, e a possibilidade de Daniel deixar a prisão no fim do ano, em regime domiciliar e com tornozeleira eletrônica.
O grupo afirma que pretende esclarecer se houve tentativa de manipular o processo eleitoral por meio da apresentação de informações falsas. Carvalho também negou que Vorcaro tenha financiado o documentário Lula, lançado em 2024 e dirigido pelo cineasta Oliver Stone.
Em declaração sobre o caso, o coordenador classificou os relatos como falsos e afirmou que a Polícia Federal deve investigar a origem das informações e as circunstâncias em que teriam sido apresentadas.
A reportagem da CBN informou que procurou a defesa de Daniel Vorcaro, mas não havia recebido resposta até a publicação do conteúdo.
Caberá à Polícia Federal analisar o pedido e decidir se abre investigação para apurar a veracidade dos relatos, a possível existência de contrapartidas judiciais e eventuais irregularidades relacionadas ao financiamento da produção audiovisual.
(*) Com informações da CNB
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